Recurso apoiará países na melhoria das políticas, compilação de dados e prestação de serviços. Também facilitará diálogo entre governos e organizações que atendem às pessoas com deficiência, estimulando a ação contra a discriminação e a marginalização. Governo de São Paulo está entre os que se comprometeram a contribuir.
A ONU lançou este mês um fundo para promover os direitos das pessoas com deficiência, apoiando países na melhoria das políticas, compilação de dados e prestação de serviços. O Fundo de Parceria da ONU para a Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência vai facilitar o diálogo entre governos e organizações que atendem às pessoas com deficiência, estimulando a ação contra a discriminação e a marginalização.
“A constatação de que deficiência e desenvolvimento estão interligados persuadiu os Estados-Membros das Nações Unidas a adotar, em 2006, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências”, disse a Administradora Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rebeca Grynspan, que atuará como Secretária Técnica do Fundo.
“Esse acordo foi um marco fundamental para o movimento dos direitos das pessoas com deficiência e serviu como um instrumento poderoso, possibilitando o que Kofi Annan chamou de uma ‘nova era’, em que pessoas com necessidades especiais não terão mais que lidar com a discriminação e com atitudes que prevalecem há muito tempo. Esse fundo se apoia na promessa da comunidade internacional de acabar com a exclusão social dessas pessoas”, acrescentou Grysnpan.
Mais de um bilhão de pessoas, ou aproximadamente 15% da população mundial, vivem com algum tipo de deficiência, de acordo com o Relatório Mundial sobre Deficiência publicado no começo do ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Banco Mundial.
O governo australiano já contribuiu com aproximadamente dois milhões de dólares. No lançamento do fundo em Nova York, representantes da Finlândia, da Suécia e do Estado de São Paulo também se comprometeram a contribuir com a iniciativa.
São agências parceiras a Organização Mundial do Trabalho (OIT), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), o PNUD, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a OMS.