Apesar de um quinto da população atual estar na faixa dos 15 aos 24 anos, a participação da juventude em eleições, partidos políticos e organizações sociais tradicionais vêm decaindo.

Manifestação de jovens na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em junho de 2013. Foto: Valter Campanato/ABr
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um chamado à juventude na luta mundial pelo avanço da democracia inclusiva durante a celebração do Dia Internacional da Democracia na última segunda-feira (15).
Apesar de um quinto da população atual estar na faixa dos 15 aos 24 anos, a participação da juventude em eleições, partidos políticos e organizações sociais tradicionais vêm decaindo, especialmente nos países em desenvolvimento.
Ainda de acordo com Ban, as recentes erupções de violência reafirmam que a paz, a igualdade e a prosperidade não têm lugar onde as sociedades são exclusivas e os governos não são sensíveis e responsáveis.
Democracia 2.0
O vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, afirmou que a comunidade internacional precisa inovar suas ferramentas e abordagens para estimular a participação dos jovens na democracia.
Representante do governo do Afeganistão, Zahra Naderi defendeu que a juventude é a “geração esquecida pelos políticos” e convidou àqueles que acreditam na democracia a se dar conta de que os jovens podem aprender e abraçar os valores democráticos.
O enviado do secretário-geral da ONU para a juventude, Ahmad Alhendawi, clamou em comunicado emitido na manhã do dia 15 pela “democracia 2.0”, engajando sistematicamente os jovens por meio de ferramentas modernas e digitais.
Todos os palestrantes presentes no evento de comemoração pelo Dia Internacional da Democracia – realizado no Instituto Internacional da Paz em Nova York – concordaram que a juventude tem muito a oferecer em esferas políticas formais e informais.