A Assembleia Geral prestou nesta segunda-feira (12) um tributo ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pelo “incansável trabalho pela humanidade” na última década.

Assembleia Geral aplaude em ovação o secretário-geral Ban Ki-moon – Foto: Eskinder Debebe/ ONU
A Assembleia Geral prestou nesta segunda-feira (12) um tributo ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pelo “incansável trabalho pela humanidade” na última década.
“Nos últimos dez anos, o secretário-geral liderou as Nações Unidas com inabalável princípio pelo bem, dedicado profissionalismo e trabalho incansável pela humanidade”, afirmou o presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, depois de adotar uma resolução onde os 192 países-membro reconheceram contribuição excepcional e notáveis realizações de Ban na ONU.
“Seja na instável dinâmica internacional, no reequilíbrio da influência econômica, nos rápidos avanços tecnológicos ou no aumento da interconectividade e mobilidade das pessoas, o secretário-geral sempre esteve na vanguarda”, disse Thomson.
Na lista de conquistas, o presidente da assembleia geral mencionou três em particular: os esforços incansáveis do secretário-geral na mudança climática, que acabou gerando a adoção do Acordo de Paris; a visão e determinação por um mundo mais justo, próspero e seguro para todos, com a adoção da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável; e o apoio para a igualdade de gênero, incluindo o estabelecimento da ONU Mulheres.
Mais cedo, a Assembleia Geral adotou, por aclamação, uma resolução de tributo a Ban pelas iniciativas ousadas – políticas, diplomáticas e organizacionais – e “excepcional contribuição para o trabalho da Organização e notável conquista em melhorar a vida das pessoas e proteger o planeta para as gerações futuras”.
Em discurso, Ban afirmou que trabalhar como secretário-geral da Organização “tem sido um grande privilégio de toda uma existência”. Ao relembrar a infância, disse: “Depois da Guerra da Coreia, a ajuda da ONU nos alimentou. Os livros da ONU nos ensinaram. A solidariedade da ONU nos mostrou que não estávamos sozinhos. Para mim, o poder das Nações Unidas nunca foi abstrato ou acadêmico”.
Ban disse que o mandato de 10 anos foi repleto de desafios, incluindo o pior colapso financeiro desde a Grande Depressão, eclosão de conflitos e rebeliões por liberdade, números recordes de pessoas fugindo da guerra, da perseguição e da pobreza. “Mas dia após dia, tijolo por tijolo, construímos fundações mais sólidas para a paz e o progresso”, declarou, acrescentando que, ainda assim, muitos problemas se mostraram difíceis e nenhum deles mais do que o derrame de sangue na Síria.
“Mantive foco na dignidade e no direito das pessoas: pilares da humanidade. Procurei me levantar pelos vulneráveis e por quem foi deixado para trás. Tentei garantir que estamos fazendo tudo o que é possível para que as gerações futuras vivam em paz. Mesmo agora, em que me preparo para partir, meu coração ficará onde esteve desde quando eu era uma criança: aqui, com as Nações Unidas”.
Ele foi aplaudido de pé pelos integrantes da Assembleia Geral ao fim do discurso.