Nadador sírio da Equipe de Atletas Refugiados volta às piscinas da Rio2016 nesta quinta-feira (11)

Esta será a segunda participação de Rami Anis, que já havia competido na última terça-feira (9) pelos 100 metros nado livre. A Equipe Olímpica de Atletas Refugiados é uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Rami Anis (segundo à direita), da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, durante encontro da Equipe Olímpica de Refugiados com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, na Vila Olímpica. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

Rami Anis (segundo à direita), da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, durante encontro da Equipe Olímpica de Refugiados com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, na Vila Olímpica. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

Nesta quinta-feira (11), às 14h15, o nadador sírio Rami Anis, integrante da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, participa da disputa dos 100 metros nado borboleta na piscina do Estádio Aquático Olímpico, localizado no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

Esta será a segunda participação do nadador refugiado, que já havia competido na última terça-feira (9) pelos 100 metros nado livre.

A Equipe Olímpica de Atletas Refugiados é uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). As duas organizações atuam juntas há mais de 20 anos, promovendo os esportes como uma ferramenta de desenvolvimento e bem-estar dos refugiados, particularmente em relação às crianças.

Rami começou a treinar quando tinha 14 anos, em Alepo. A guerra na Síria, no entanto, o forçou a deixar seu país. Hoje vive na cidade belga de Ghent, onde tem treinado extensivamente com a ex-nadadora olímpica Carine Verbauwen.

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, dez refugiados de quatro diferentes países integram a inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, sendo dois nadadores sírios, dois judocas da República Democrática do Congo e seis corredores africanos – um da Etiópia, maratonista, e cinco do Sudão do Sul.

Todos eles deixaram seus países devido a conflitos, perseguições e violações dos direitos humanos, e encontraram refúgio na Alemanha, Bélgica, Brasil, Luxemburgo e Quênia.

Acompanhe a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados pelo www.acnur.org.br.