Nadador sírio da Equipe Olímpica de Refugiados estreia nesta terça (9) na Rio 2016

A partir das 13h, Rami Anis — da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados — participa da disputa dos 100 metros livres na piscina do Estádio Aquático Olímpico, localizado no Parque Olímpico da Barra da Tijuca; confira a programação de toda a equipe, que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Rami Anis (segundo à direita), da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, durante encontro da Equipe Olímpica de Refugiados com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, na Vila Olímpica. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

Rami Anis (segundo à direita), da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, durante encontro da Equipe Olímpica de Refugiados com o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, na Vila Olímpica. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

A partir das 13h desta terça-feira (9), o nadador sírio Rami Anis — da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados — participa da disputa dos 100 metros livres na piscina do Estádio Aquático Olímpico, localizado no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

Rami será o segundo refugiado da equipe a competir na natação. No último sábado (6), a também síria Yusra Mardini disputou os 100 metros nado borboleta. Ela chegou em primeiro lugar na primeira bateria, mas não conseguiu se classificar. Nesta semana acontecerão outras competições dos integrantes da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, no judô, atletismo e natação.

Rami começou a treinar oficialmente para natação quando tinha 14 anos, em Alepo. Mas a guerra na Síria o forçou a deixar seu país. Atualmente, ele vive na cidade belga de Ghent, onde tem treinado extensivamente com a ex-nadadora olímpica Carine Verbauwen.

A Equipe Olímpica de Atletas Refugiados é uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). As duas organizações atuam juntas há mais de 20 anos, promovendo os esportes como uma ferramenta de desenvolvimento e bem-estar dos refugiados, particularmente em relação às crianças.

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, dez refugiados de quatro diferentes países integram a equipe, sendo dois nadadores sírios, dois judocas da República Democrática do Congo e seis corredores africanos – um da Etiópia, maratonista, e cinco do Sudão do Sul. Todos eles deixaram seus países devido a conflitos, perseguições e violações dos direitos humanos, e encontraram refúgio na Alemanha, Bélgica, Brasil, Luxemburgo e Quênia.

Confira a programação completa da Equipe Olímpica de Refugiados clicando aqui ou outras informações em www.acnur.org.br.

O alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, fez uma homenagem à Equipe Olímpica de Atletas Refugiados na Vila Olímpica. No muro, Grandi escreveu: ‘Obrigado por receber a equipe de refugiados’. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

O alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, fez uma homenagem à Equipe Olímpica de Atletas Refugiados na Vila Olímpica. No muro, Grandi escreveu: ‘Obrigado por receber a equipe de refugiados’. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau