‘Não podemos mais dar as costas às comunidades afetadas pela crise migratória na Líbia’

De acordo com Organização Internacional para as Migrações (OIM), estima-se que há mais de 300 mil pessoas pessoas deslocadas internamente na Líbia. Maioria foi deslocada de áreas no nordeste e noroeste do país, especialmente de Sirte e de algumas partes de Bengasi. Diretor da OIM visitou o país nessa semana.

Diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações, William Lacy Swing, durante encontro com migrantes de um centro de detenção em Trípoli, na Líbia. Foto: OIM / Leonard Doyle

Diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações, William Lacy Swing, durante encontro com migrantes de um centro de detenção em Trípoli, na Líbia. Foto: OIM / Leonard Doyle

O diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing, viajou nessa semana a Trípoli, capital da Líbia, para discutir a complexa situação migratória que o país enfrenta e para promover um ambiente estável na região.

De acordo com a agência da ONU, estima-se que há pouco mais de 303 mil pessoas deslocadas internamente na Líbia. A maioria foi deslocada de áreas no nordeste e noroeste do país, especialmente de Sirte e de algumas partes de Bengasi.

A OIM informou que os líbios deslocados sofrem com a precariedade do acesso a serviços essenciais, tais como assistência médica, alimentação, segurança e oportunidades de emprego.

“A Líbia, que já foi uma economia em expansão e atraia muitos refugiados, hoje é um país assolado devido a uma economia em colapso, uma grave situação de segurança e praticamente nenhuma prestação de serviço. Isso tudo está piorando uma situação migratória já muito complexa”, frisou Swing.

Durante a viagem, Swing irá se reunir com o ministro do Interior do Governo de Acordo Nacional, Alaref Al Khoja, e o presidente do Conselho Presidencial do Governo, Fayes Al Sarraj, para discutir como a OIM pode reforçar o seu apoio técnico às comunidades de acolhimento na Líbia.

O diretor-geral também se encontrará com migrantes no centro de detenção Triq Al Sekka, onde falará com a chefe da Direção de Combate à Migração Ilegal, Ahmed Issa, sobre formas de oferecer apoio contínuo aos necessitados, como assistência direta, desenvolvimento de infraestrutura e suporte ao retorno voluntário a suas casas.

“Como trabalhadores humanitários, não podemos mais dar as costas às comunidades afetadas pela atual crise humanitária no país. É por isso que a OIM está aumentando o seu apoio às pessoas mais vulneráveis do país, sejam elas migrantes ou líbias”, frisou o diretor-geral.