Escritório de direitos humanos das Nações Unidas alertou que, só esse ano, mais de 1.880 pessoas já morreram ao tentar atravessar em embarcações para a Europa.
Escritório de direitos humanos das Nações Unidas alertou que, só esse ano, mais de 1.880 pessoas já morreram ao tentar atravessar em embarcações para a Europa.

Refugiados sírios são resgatados no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR/A. D’Amato
“Todos os países do Mediterrâneo devem fazer um esforço para reprimir os contrabandistas que exploram os grupos mais vulneráveis, colocando em risco suas vidas, atos realizados quase que diariamente, puramente para ganho financeiro”, disse o chefe da ONU para os direitos humanos (ACNUDH), Zeid Ra’ad Al Hussein, nesta sexta-feira (19). Ele destacou a necessidade de analisar as causas profundas dos fluxos de migrantes e refugiados.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), um navio que levava migrantes e refugiados palestinos, egípcios, sírios, sudaneses e de outras nacionalidades, que saiu do porto egípcio de Damietta, afundou na semana passada causando a morte de várias pessoas. Testemunhas relataram que o barco foi afundado por contrabandistas entre Malta e Grécia.
Em um comunicado à imprensa, Al Hussein disse que este incidente equivale a um “assassinato em massa” e pediu ao Egito, a outros países norte-africanos e aos países europeus para ajudar a trazer à justiça os responsáveis. Além disso, ressaltou que é dever desses países investigar tais crimes atrozes, trazer os responsáveis à justiça e evitar que certas práticas aconteçam.
“Muitos refugiados e migrantes estão morrendo em todo o mundo na tentativa de fugir dos conflitos, da opressão política sistemática e das violações dos direitos humanos, incluindo a privação econômica. Estas causas profundas em seus países de origem devem ser abordadas de forma coordenada”, disse o chefe do ACNUDH.
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) divulgou que, em 2011, cerca de 1.500 pessoas morreram ao tentar atravessar para a Europa; em 2012, cerca de 500 pessoas; em 2013, mais de 600 pessoas; e em 2014, mais de 1.880 pessoas até o momento.
Além disso, estima-se que 69 mil pessoas chegaram à Europa em 2011; em 2012, 22.500 pessoas; em 2013, 60 mil; e em 2014, 124.380 pessoas até o momento.