A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, demonstrou (16/06) preocupação com o uso excessivo da força pelas autoridades do Barein, e pediu o respeito ao direito de manifestação.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, demonstrou (16/06) preocupação com o uso excessivo da força pelas autoridades do Barein, e pediu o respeito ao direito de manifestação. De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), dois homens que participavam de um protesto pacífico foram mortos por membros da força de segurança do país nesta terça-feira (15/02).
Pillay disse que as autoridades devem evitar a qualquer custo o uso excessivo da força, o que é estritamente proibido pela legislação internacional. “Devem ser realizadas investigações imediatas, imparciais e transparentes, onde não haja violação desta obrigação”, afirmou Pillay, acrescentando que muitos participantes de protestos pacíficos foram mortos recentemente no Oriente Médio e no norte da África. Protestos pedindo por uma mudança democrática irromperam recentemente no Barein, no Iêmen e na Líbia, seguindo as revoltas populares na Tunísia e no Egito, que levaram à queda de ditadores.
A Alta Comissária ressaltou ainda que a estabilidade social só pode ser construída sobre os alicerces da liberdade de expressão e da reunião pacífica. Ela lembrou que o Barein, como um Estado integrante do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, deve respeitar suas obrigações com os direitos humanos.