Dos 75% da população que vive em áreas rurais, a maioria permanece entrincheirada nas gerações dos ciclos da pobreza, afirmou Madalena Sepúlveda.
Relatora independente das Nações Unidas para direitos humanos alertou hoje (18/11) que os frutos do desenvolvimento econômico do Timor-Leste não estão sendo divididos igualmente, com muitos camponeses sendo deixados para trás.
Madalena Sepúlveda, Relatora Especial da ONU sobre a pobreza extrema e os direitos humanos, emitiu uma declaração na capital Díli, depois de uma visita de seis dias. Ela se reuniu com funcionários do governo, grupos da sociedade civil e comunidades que vivem na pobreza. “Dos 75% da população que vive em áreas rurais, a maioria permanece entrincheirada nas gerações dos ciclos da pobreza”.
Sepúlveda ressaltou que o crescimento econômico no país, apesar da crise financeira global, reduziu as taxas de pobreza em 41% em 2009. Porém, esse desenvolvimento é 180 vezes mais aproveitado pela parcela mais rica do que pela população pobre, afirmou a Relatora, acrescentando que parece haver “duas perspectivas distintas dedesenvolvimento” favorecendo os moradores de Díli sobre os outros.