‘Nenhum país está imune ao genocídio’, afirma conselheiro especial do secretário-geral da ONU

Crianças em campo de refugiados da ONU pouco depois do genocídio em Ruanda, em 1994. Foto: ONU/John Isaac

Crianças em campo de refugiados da ONU pouco depois do genocídio em Ruanda, em 1994. Foto: ONU/John Isaac

Nesta quarta-feira (10) comemora-se o 66º aniversário da assinatura da Convenção da ONU sobre Genocídio. Ao lembrar a data, o conselheiro especial do secretário-geral da ONU para a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, afirmou que “genocídio é quando você é morto não pelo que você fez, mas pelo que você é“.

“À medida em que continuamos lutando para atingir nossos objetivos, prestamos homenagem aos milhões de homens e mulheres que perderam suas vidas ao genocídio”, disse Dieng. “Devemos a eles, a nós mesmos e as futuras gerações um mundo livre de genocídio. Ainda estamos longe disso, mas nosso objetivo é fazer com que aconteça”.

“O genocídio deve e pode ser evitado, se temos a vontade política de aplicar as lições aprendidas com Ruanda, Srebrenica, e com o Holocausto. É importante identificar os fatores de risco que levam ao genocídio, em vez de esperar que as pessoas sejam mortas”, lembrou o conselheiro especial, em um evento na sede da ONU, em Nova York, comemorativo do Dia dos Direitos Humanos, celebrado em todo o planeta nesta quarta-feira, 10 de dezembro.

Atualmente, 140 Estados-membros fazem parte da Convenção das Nações Unidas sobre a Prevenção e a Punição do Genocídio, que foi aprovada em 1948.