‘Nenhuma criança síria deve ser deixada para trás’, diz chefe da UNESCO em visita à Jordânia

Em colaboração com o governo local e a União Europeia, projeto da UNESCO apoia sistema de ensino da Jordânia, ajudando crianças refugiadas a lidar com seus traumas e garantindo que elas continuem estudando.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, visita projetos de educação e comunicação da agência da ONU que apoiam refugiados sírios na Jordânia. Foto: UNESCO/Abed Arslan

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, visita projetos de educação e comunicação da agência da ONU que apoiam refugiados sírios na Jordânia. Foto: UNESCO/Abed Arslan

Jovens refugiados sírios na Jordânia precisam do apoio da população do país, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, durante uma visita ao país esta semana para avaliar os desafios enfrentados pela juventude síria e jordaniana desde a chegada de centenas de milhares de famílias desabrigadas.

Bokova visitou a escola pública para meninas Zainab Bint El Rasoul, localizada em Ramtha, a cinco quilômetros da fronteira com a Síria, onde um projeto da UNESCO está ajudando meninas refugiadas sírias a lidar com as dificuldades de terem deixado seu país e perdido suas casas, amigos e professores.

A UNESCO tem trabalhado em estreita colaboração com o governo local e com a União Europeia para apoiar o sistema de ensino da Jordânia e garantir que as crianças sírias possam continuar estudando ao lado de seus novos colegas jordanianos.

Elogiando o trabalho feito pelos professores para receber as crianças deslocadas, Bokova ressaltou que “nenhuma criança síria deve ser deixada para trás”, acrescentando que “isto é particularmente verdadeiro para as meninas, porque elas são mais vulneráveis. A educação de qualidade mantém meninas nas escolas, combate a pobreza e traz benefícios extremamente positivos para as famílias e comunidades, e eu quero garantir que vamos continuar a apoiá-la”.