Nigéria e Marrocos chegaram ao Pacaembu no último domingo (24) com um único discurso: “viemos para vencer”. Ambas seleções chegaram invictas à final do torneio, depois de quatro jogos. No entanto, a Nigéria confirmou o favoritismo e tornou-se bicampeã do campeonato.
A Copa dos Refugiados foi organizada pela África do Coração, entidade composta por refugiados e migrantes que se dedicam a prestar serviços e orientação às pessoas recém-chegadas ao Brasil. Com o apoio de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Secretaria Municipal de Esportes, Caritas Arquidiocesana de São Paulo, Cruz Vermelha e das empresas Sodexo e Netshoes, a quarta edição envolveu 250 jogadores que representaram 16 países.
A confiança na conquista da quarta edição da Copa dos Refugiados estava no discurso dos dois lados que se enfrentariam em busca do título do maior campeonato esportivo para pessoas em situação de refúgio no Brasil.
Nigéria e Marrocos chegaram ao Pacaembu no último domingo (24) com um único discurso: “viemos para vencer”. Ambas seleções chegaram à final do torneio de forma invicta, depois de ganharem quatro jogos. No entanto, como apenas uma das equipes poderia erguer a taça ao final dos noventa minutos, a Nigéria confirmou o favoritismo e tornou-se a bicampeã do campeonato.
“Ficamos muito felizes e satisfeitos com a conquista porque desde o início sabíamos que tínhamos um bom time, uma proposta de jogo aberta e muita vontade de vencer. Com essa combinação o resultado não poderia ter sido outro”, afirmou o meio campista Ibrahim, de 19 anos, que chegou no Brasil há apenas dois meses.
O expressivo resultado de 9 a 4 refletiu o jogo em si: as equipes buscaram atacar o tempo todo, sendo movidos por uma empolgante torcida que mesclou brasileiros, refugiados e migrantes em cantos de muitos ritmos e línguas.
“Saímos do Pacaembu com a cabeça erguida. Sabíamos que seria uma partida difícil e embora tenhamos nos preparado muito para este momento, perdemos um jogo mas ganhamos muitos corações”, disse Hassan, capitão da novata equipe do Marrocos que em seu primeiro ano de competição já chegou à final.
A Copa dos Refugiados foi organizada pela África do Coração, entidade composta por refugiados e migrantes que se dedicam a prestar serviços e orientação às pessoas recém-chegadas ao Brasil. Com o apoio de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Secretaria Municipal de Esportes, Caritas Arquidiocesana de São Paulo, Cruz Vermelha e das empresas Sodexo e Netshoes, a quarta edição do evento foi a maior já realizada: envolveu 250 jogadores que representaram 16 países.
“O futebol traz para eles momentos de alegria, união e emoção. Eles estavam radiantes por terem tido a oportunidade de jogar no mesmo campo em que jogaram grandes ídolos do futebol mundial. Para nós foi emocionante tê-los fazendo parte da Virada Esportiva, disse o secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Jorge Damião.
Seguramente, para os jogadores que estiveram no Pacaembu, foi a realização de um sonho estar naquele templo do futebol, tanto para quem disputou a partida, como para quem também acompanhou do banco de reservas. Este foi o caso do Ali, jogador de 22 anos que defendeu a seleção do Iraque, eliminada nas quartas de final do torneio.
“Eu vim aqui para dar uma força ao time do Marrocos, já que neste ano meu time não conseguiu render o suficiente para estarmos aqui hoje como jogadores. Mas agora que tivemos esse gostinho, vamos treinar forte para o ano que vem chegarmos a final”, assegurou o jovem que nasceu em Bagdá, mas já vive no Brasil há quatro anos.
Ali resumiu bem o desejo dos mais de 200 jogadores que já se preparam para 2018, ano em que será realizado a Copa do Mundo na Rússia e a quinta edição da Copa dos Refugiados em São Paulo.