No Brasil, chefe humanitária da ONU pede ao mundo US$ 10 bi para conter crises mais graves

Governo brasileiro organizou evento em Brasília (DF) sobre o tema. Recursos financiariam 24 das crises mais urgentes em todo o mundo, chegando a 57 milhões de pessoas.

O Ministro Milton Rondó (à direita), responsável pela Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Itamaraty, fala enquanto a Coordenadora Humanitária da ONU, Valerie Amos, observa. Crédito da foto: PNUD Brasil/Jacob Said.

A chefe humanitária das Nações Unidas pediu nesta terça-feira (5) à comunidade internacional para que ache uma forma de mobilizar recursos para encontrar os 10,4 bilhões de dólares necessários este ano para ajudar mais de 57 milhões de pessoas em 24 países em todo o mundo.

O pedido foi feito durante o evento “Ação Humanitária Global 2013″, realizado no Palácio Itamaraty em parceria com o Governo brasileiro, em Brasília (DF), e cujo objetivo é apoiar os chamados “Apelos Internacionais de Ajuda” (CAP, em sua sigla em inglês).

“Precisamos de doadores para oferecer estes recursos generosamente e com urgência”, afirmou a Subsecretária-Geral da ONU para Assuntos Humanitários e Coordenadora do Socorro de Emergência, Valerie Amos, a jornalistas após o evento. Ela faz uma visita de dois dias ao País.

A reunião de alto nível foi criada para reforçar o apoio aos apelos humanitários globais. Agências da ONU e seus parceiros humanitários têm de preencher uma lacuna de 10,4 bilhões de dólares para ajudar as pessoas em 24 das crises mais urgentes do mundo a lidar com situações de emergência em 2013.

“No ano passado, visitei mais de 40 países, da Síria ao Sudão, República Democrática do Congo, Níger, Afeganistão e Mianmar, e vi e ouvi por mim mesma as péssimas condições que as famílias enfrentam e suas histórias angustiantes, a perda de entes queridos e casas”, disse Amos, que dirige o Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Apoio ao Haiti

Falando sobre o Haiti, Amos agradeceu aos 15 países doadores da região que “ajudam a salvar vidas e fortalecer os esforços humanitários”, após o terremoto de 2010 que matou 200 mil pessoas e deixou cerca de 2 milhões de pessoas desabrigadas e precisando de ajuda.

Em particular, Amos agradeceu ao Brasil por suas contribuições ao trabalho humanitário internacional que, de acordo com ela, têm aumento constantemente nos últimos anos.

Amos também elogiou o apoio do País à prevenção de catástrofes regionais e às parcerias, principalmente através do Diálogo de Parceria Humanitária, em Nova York, um fórum de política de ajuda ao copresidido pelo Brasil.

No início de sua visita, Amos se reuniu com o Ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para discutir formas de reforçar a parceria humanitária entre a ONU e Brasil.

“Eu destaquei a importância da crescente influência regional e global do Brasil e discuti como o OCHA pode ajudar a apoiar e reforçar a preparação humanitária nacional, a coordenação e os sistemas de resposta”, disse Amos à imprensa.

Esta é a sua segunda visita ao Brasil desde que assumiu o posto humanitário principal da ONU, em 2010.

Acesse abaixo vídeo sobre o tema:

http://youtu.be/uR5d07BFTaA