O desastre levou à adoção, em 1914, da primeira convenção sobre segurança da vida humana no mar. A SOLAS é ainda hoje o principal tratado internacional sobre o assunto.
Às vésperas do centenário de naufrágio do transatlântico Titanic, o Secretário-Geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Koji Sekimizu, pediu nessa sexta-feira (13/04) aos Governos e à indústria naval para renovarem os seus compromissos com a segurança da navegação. “O desastre do Titanic levou as nações marítimas mais importantes do mundo naquele tempo a tomarem medidas decisivas para tratar da segurança marítima”.
O navio naufragou após bater em um iceberg em 15 de abril de 1912, matando 1500 das 2200 pessoas a bordo. Dois anos depois, o desastre levou à adoção da primeira convenção sobre o tema, a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS). “A OMI pode localizar suas origens retornando ao desastre do Titanic e a segurança marítima estará lá como o objetivo principal da OMI”, disse Sekimizu.
A SOLAS é ainda o tratado internacional mais importante sobre o assunto. Ele faz parte de um quadro regulatório global cobrindo quase todos os aspectos do design naval, construção, funcionamento e tripulação.
“Peço aos Governos membros da OMI e à indústria naval como um todo, para atualizarem nossa determinação em aperfeiçoar e ampliar a segurança dos navios de passageiros, hoje e no futuro”, concluiu Sekimizu em memória à data.