No Conselho de Segurança, chefe da Missão da ONU no Afeganistão pede mais apoio para fim da violência

Entre as preocupações detalhadas ao Conselho de Segurança estão a extensão prolongada da capacidade das tropas afegãs, a presença de tropas estrangeiras no país e a possibilidade do Estado Islâmico de o Iraque e do Levante (ISIL) estabelecer uma base no país.

Tropas afegãs sendo treinadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em um dos centros de treinamento militar em Cabul. Foto: UNAMA

Tropas afegãs sendo treinadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em um dos centros de treinamento militar em Cabul. Foto: UNAMA

Não cabe nenhuma dúvida que o Afeganistão continua precisando do apoio da comunidade internacional, assim como da atenção contínua do Conselho de Segurança da ONU, declarou o chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA), Nicholas Haysom, na última segunda-feira (22), avisando ao Conselho de Segurança que não há espaço para “complacência”.

“Desde a minha última sessão informativa, houve progressos na resposta aos desafios do Afeganistão em três áreas distintas, porém interligadas: a econômica, em segurança e política”, disse o chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA), Nicholas Haysom, sublinhando que uma falha em qualquer uma desses âmbitos teria consequências para o sucesso geral da transição afegã.

Por outro lado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon condenou fortemente a explosão de um carro-bomba do lado de fora dos edifícios do Parlamento afegão em Cabul “como mais um ataque inaceitável contra civis no Afeganistão”. Além disso, no dia 20 de junho, 16 civis, a maioria mulheres e crianças, morreram quando um ônibus atingiu um dispositivo explosivo improvisado.

O representante especial lamentou que esse trágico evento infelizmente não represente um fato isolado e sim algo cotidiano. Os atritos entre ambos os lados têm aumentado desde a saída das tropas estrangeiras do país, com um impacto direto na vida dos civis que até apenas neste ano contabilizaram 4.216 mortos e feridos.

Entre as preocupações detalhadas ao Conselho de Segurança estão a extensão prolongada da capacidade das tropas afegãs, a falta de indicação clara do Talibã de chegar a um acordo de paz, a presença de tropas estrangeiras no país e a possibilidade do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) de estabelecer uma base no país. Por todas essas razões, Haysom reiterou a necessidade da comunidade internacional continuar a apoiar os esforços para pôr fim à violência no Afeganistão.