No Conselho de Segurança, enviado da ONU alerta que status quo do Oriente Médio ‘não é sustentável’

Onda de terror e extremismo na região preocupa as Nações Unidas, que defendem o caminho da paz e da negociação como única solução para Israel e Palestina.

Família passeia em ruínas em Gaza. Foto: UNRWA

Família passeia em ruínas em Gaza. Foto: UNRWA

O Oriente Médio está ameaçado por “uma maré viciosa de terror e extremismo” em meio a negociações de paz paralisadas e crescentes tensões regionais, disse nesta terça-feira (19) um enviado das Nações Unidas sobre a região. Na ocasião, Nickolay Mladenov enfatizou que a manutenção do status quo não é sustentável, e que irá levar à erosão contínua das condições de vida para os palestinos e israelenses.

“A incapacidade de responder, há mais de 60 anos, tanto às aspirações legítimas do povo palestino por um Estado e à busca de segurança de Israel, tem alimentado uma situação que está se tornando mais perigosa a cada dia”, disse o coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio ao Conselho de Segurança. “Essa crença na paz e nas negociações, tão difíceis de conquistar, não devem ser deixadas à míngua. Se isso acontecer, pode desestabilizar ainda mais o Oriente Médio por décadas”.

De acordo com uma avaliação recente da ONU, mais de 100 mil casas foram danificadas ou destruídas na Faixa de Gaza durante a breve, porém intensa luta que afetou mais de 600 mil pessoas e matou mais de 2.100 palestinos e outros 70 israelenses.

Mladenov também ressaltou a necessidade de apoiar todos e quaisquer esforços para estabelecer uma Palestina que una Gaza e Cisjordânia através de instituições legítimas, dentro de um clima econômico favorável, em que seja permitida a circulação de pessoas e bens e que postos de fronteira sejam reabertos.