Voto negativo da Rússia impossibilitou que fosse estabelecido um tribunal internacional para julgar as pessoas responsáveis pela queda do avião da Malaysia Airlines que matou 298 pessoas.

Membros da Missão Especial de Monitoramento para a Ucrânia, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), examinam o local do acidente do MH17 em julho de 2014. Foto: OSCE / Evgeniy Maloletka
O Conselho de Segurança das Nações Unidas foi incapaz de adotar uma nova resolução nesta quarta-feira (29) após o voto negativo da Rússia em uma medida que teria estabelecido um tribunal internacional para julgar as pessoas responsáveis pela queda do avião da Malaysia Airlines, voo MH17, que caiu em 17 de julho de 2014, em Donetsk, Ucrânia.
O ministro de Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, que apresentou o projeto de resolução, expressou “decepção” após o texto ser vetado pela Rússia, enquanto Angola, China e Venezuela se abstiveram e os 11 membros restantes do Conselho votarem a favor. Basta apenas o voto em contra de um dos cinco membros permanentes do Conselho, como foi o caso da Rússia, para que o texto não possa ser adotado.
A resolução teria instado a finalização, o mais rapidamente possível, da investigação técnica internacional em curso sobre a causa do acidente, no qual 298 pessoas morreram e a investigação criminal.