Ex-presidente dos Estados Unidos participou de Fórum de Parcerias para discutir o papel das parcerias na realização da agenda de desenvolvimento pós-2015.

O ex-presidente dos EUA Bill Clinton se dirige ao Fórum de Parcerias das Nações Unidas no Conselho Econômico e Social. Foto: ONU/Rick Bajornas
A reunião do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) para discutir o papel das parcerias para a realização da agenda de desenvolvimento pós-2015 teve como foco a recente resposta à crise do ebola na África Ocidental e a necessidade de trabalhar em conjunto para aumentar a capacidade nos sistemas de saúde.
O encontro contou com a presença do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton que, em seu discurso de abertura do Fórum de Parcerias do ECOSOC, descreveu o enorme impacto do ebola na África Ocidental e o esforço feito por muitas partes interessadas, incluindo as organizações não-governamentais, organizações internacionais e do setor privado. Durante uma recente visita à região, ele disse que ouviu o mesmo pedido de novo e de novo: “Ajude-nos a construir nossos sistemas de saúde”.
Com este apelo, os países da região solicitam fundos para construir sistemas de saúde melhores e mais fortes, através de planos plurianuais. Se a comunidade de doadores designar 15% dos fundos de ajuda ao longo de um período de três a sete anos de intervalo para construir esses sistemas, “nós não precisaríamos nos preocupar com estes problemas”, disse ele, exortando os países doadores a ajudar a fortalecer esses setores, o que permitiria poupar dinheiro a longo prazo e tornar as nações mais autossuficientes.
“Eles devem contar com estes sistemas de saúde ou vamos estar de volta aqui daqui a quatro ou cinco anos – não nesses países, mas em alguns outros. É a coisa mais sensata a se fazer”, disse.
O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, adicionou que “nenhuma nação ou organização pode resolver esse problema sozinha” e afirmou que um novo modelo é necessário para solucionar os problemas da crise de saúde global que se afaste do enfoque vertical para um mais trasversal.