De acordo com o secretário-geral da ONU, embora as perspectivas para a África sejam positivas em meio a um cenário global de incerteza — o continente prevê um crescimento econômico de 4,4% este ano —, é necessário que os líderes africanos usem os ganhos recentes para tratar das crescentes desigualdades sociais e econômicas que assolam o continente.

Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu que autoridades africanas usem ganhos recentes para tratar das crescentes desigualdades sociais no continente. Foto: ONU
Em comunicado sobre o Dia da África, comemorado na semana passada (25), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, observou que, embora as perspectivas da África sejam positivas em meio a um cenário global de incerteza — o continente prevê um crescimento de 4,4% este ano —, é necessário que os líderes africanos usem os ganhos recentes para tratar das crescentes desigualdades sociais e econômicas que assolam o continente.
“Incito os líderes africanos a usar esses ganhos para abordar as crescentes desigualdades sociais e econômicas, garantindo que nenhum africano seja deixado para trás. Isso é crucial para combater as causas profundas dos conflitos, do terrorismo e do extremismo violento, assim como é fundamental para a promoção da paz e da estabilidade “, ressaltou.
Segundo o chefe da ONU, o fato de o Dia da África celebrar o tema “Direitos Humanos com foco especial nos Direitos das Mulheres’’ demonstra ‘’o compromisso dos líderes africanos de colocar as mulheres no centro de todos os esforços para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2063 da União Africana’’.
“O alinhamento entre as agendas global e continental, que compartilham princípios estratégicos semelhantes, tais como o foco em pessoas, na sustentabilidade ambiental, na justiça e nos direitos humanos, exige uma abordagem conjugada em relação ao planejamento, à implementação e ao monitoramento”, ressaltou o dirigente máximo da ONU.
No âmbito da Agenda 2063, as prioridades da África incluem, entre outras coisas, o investimento na população, com ênfase nas mulheres e nos jovens, e em infraestrutura, com foco no desenvolvimento do transporte, do saneamento básico e da energia, bem como na promoção de direitos humanos e expansão da governabilidade democrática.
“Peço que os países africanos e os seus parceiros não poupem esforços para fazer avançar essas prioridades. A ONU está empenhada em seu apoio”, disse o secretário-geral.
Ainda de acordo com Ban, a implementação bem-sucedida das novas agendas exigirá uma parceria renovada para o desenvolvimento da cooperação entre os governos africanos, as entidades das Nações Unidas, a Comissão da União Africana, a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD), as Comunidades Econômicas Regionais Africanas (CERs) e os parceiros de desenvolvimento.
“O setor privado também tem um papel fundamental a desempenhar na criação de postos de trabalho, promovendo a inovação em tecnologias e serviços e apoiando a transição da infraestrutura necessária para o implemento dos objetivos de desenvolvimento sustentável da África”, concluiu.