O relator independente da ONU para a promoção da democracia e da ordem internacional igualitária, Alfred de Zayas, chamou os Estados a transformar economias de guerra em economias da paz. O apelo foi feito em comunicado para o Dia Internacional da Paz, lembrado nesta quinta-feira (21).
“O lobby em benefício de empresas militares e industriais está impulsionando guerras no mundo todo e frustrando a aspiração da humanidade de viver em paz. Em vez de reduzir o orçamento militar, muitos Estados estão aumentando seus gastos militares e reduzindo investimentos em saúde, educação e serviços sociais”, afirmou o relator.

Militares norte-americanos e iraquianos realizam treinamento conjunto em Ramadi, no Iraque, em 2009. Foto: WikiCommons / The U.S. Army
O relator independente da ONU para a promoção da democracia e da ordem internacional igualitária, Alfred de Zayas, chamou os Estados a transformar economias de guerra em economias da paz. O apelo foi feito em comunicado para o Dia Internacional da Paz, lembrado nesta quinta-feira (21).
“O lobby em benefício de empresas militares e industriais está impulsionando guerras no mundo todo e frustrando a aspiração da humanidade de viver em paz. Em vez de reduzir o orçamento militar, muitos Estados estão aumentando seus gastos militares e reduzindo investimentos em saúde, educação e serviços sociais”, afirmou o relator.
Os Estados devem evitar não apenas o uso da força nas relações internacionais, mas também a ameaça do uso da força, como estipulado na Carta da ONU, disse o relator. No entanto, apesar dessas regras bastante conhecidas, muitos políticos se engajam em ameaças, frequentemente com o apoio e aplauso de comentadores políticos e da grande mídia, completou.
“Com base no chamado da Carta da ONU de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra, a sociedade civil está liderando o movimento para garantir que a paz se torne claramente definida como um direito humano”, afirmou no comunicado.
Essa iniciativa foi reverenciada pela Declaração de Santiago de 10 de dezembro de 2010, que levou ao rascunho da declaração para o direito à paz pelo Comitê Consultivo do Conselho de Direitos Humanos, um documento manifestando uma abordagem holística para a paz, incluindo direitos civis, culturais, econômicos, políticos e sociais.
“Os Estados precisam ouvir a sociedade civil e completar o trabalho já iniciado pela Assembleia Geral no ápice da Guerra Fria. Uma renovada Guerra Fria torna uma nova resolução do Conselho de Direitos Humanos ainda mais urgente”, afirmou.
Segundo o especialista, os países precisam trabalhar juntos para resolver as causas dos conflitos locais, regionais e internacionais, que frequentemente emergem da falta de representatividade de governos e de grandes injustiças e desigualdades.
“É imperativo reduzir dramaticamente os gastos militares e transformar economias da guerra em economias da paz. É inconcebível continuar uma corrida armamentista enquanto milhões de seres humanos estão sofrendo com a extrema pobreza, fome e falta de acesso a água limpa e saneamento”, concluiu.