No Dia Internacional das Parteiras e Parteiros Profissionais, ONU pede esforços pró-saúde materna

Investimentos nesses profissionais podem ajudar a evitar cerca de 290 mil mortes maternas e 3 milhões de mortes de recém-nascidos que ocorrem todos os anos.

Parteiras que entendem a língua, a cultura e o sistema de crenças de seus clientes – como acontece em muitos casos no Vietnã (foto) – incentivam as mulheres de minorias étnicas a obter exames pré-natais. Foto: UNFPA

Parteiras que entendem a língua, a cultura e o sistema de crenças de seus clientes – como acontece em muitos casos no Vietnã (foto) – incentivam as mulheres de minorias étnicas a obter exames pré-natais. Foto: UNFPA

Na última segunda-feira (5), foi marcado o Dia Internacional das Parteiras e Parteiros Profissionais. O diretor executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, e o presidente da Confederação Internacional de Parteiras, Frances Day-Stirk, relembraram a importância destes profissionais.

Os representantes afirmaram que, em todo o mundo, as mortes maternas diminuíram quase à metade nas últimas duas décadas e o atendimento especializado ao parto aumentou cerca de 15%. No entanto, mais investimentos são necessários nas ações de educação de parteiras e parteiros profissionais de modo a acelerar a melhoria da saúde materna e alcançar o quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, uma das metas mais distantes de ser atingidas.

Cerca de 40 milhões de mulheres ainda dão à luz sem cuidados especializados, e investimentos nesses profissionais podem ajudar a evitar, aproximadamente, 290 mil mortes maternas e 3 milhões de mortes de recém-nascidos que ocorrem todos os anos.

Novas evidências sobre o retorno do investimento em parteiras e parteiros serão apresentados em junho de 2014, quando será lançado o segundo relatório sobre o Estado da Obstetrícia no Mundo, durante o Congresso Trienal da Confederação Internacional de Parteiras que ocorrerá em Praga, na República Tcheca.

O relatório divulgará os últimos dados de 73 países que contabilizam mais de 95% das mortes maternas, de recém-nascidos e infantis. Os novos dados deverão melhorar a base de evidências nesta área, ajudando a mobilizar líderes e ações em países com piores resultados.

Leia a mensagem especial para a data clicando aqui.