No Dia Internacional para o Direito à Verdade, ONU lembra vítimas de violações de direitos humanos

O Dia, celebrado em 24 de março, foi proclamado há cinco anos pela Assembleia Geral da ONU para homenagear, em particular, o arcebispo Romero, grande defensor dos direitos humanos que foi assassinado em El Salvador, em 1980.

Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra (Suíça). Foto: ONU/Pierre Albouy

Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra (Suíça). Foto: ONU/Pierre Albouy

Ao lembrar o 35º aniversário do assassinato do arcebispo de El Salvador Óscar Arnulfo Romero, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira (24) que a Organização está atualmente apoiando comissões de investigação na República Centro-Africana, Coreia do Norte, Eriteia, em Gaza e na Síria para mostrar que a verdade deve prevalecer.

“A melhor forma de honrar o legado de Monsenhor Romero na luta pelos direitos humanos e pela dignidade humana é tomando medidas concretas para cumprir o direito à verdade e outros direitos humanos fundamentais de nosso tempo”, declarou Ban, no data em que se comemora também o Dia Internacional para o Direito à Verdade para as Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos.

O Dia, celebrado em 24 de março, foi proclamado há cinco anos pela Assembleia Geral da ONU para homenagear, em particular, o arcebispo Romero, grande defensor dos direitos humanos que foi assassinado em El Salvador nesse mesmo dia em 1980. Ele foi morto a tiros em uma capela, enquanto celebrava uma missa.

“Monsenhor Romero foi um ícone dos direitos humanos e da justiça social”, disse Ban. “O direito à verdade – que é um direito coletivo e individual – é essencial para as vítimas, mas também para a sociedade como um todo. É por isso que as Nações Unidas apoiam missões de investigação, comissões de investigação e comissões da verdade para revelar todas as graves violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário.”