No Dia Internacional para o Direito à Verdade, ONU lembra vítimas de violações de direitos humanos

O secretário-geral lembrou que “o direito à verdade está ligado ao direito à justiça, reparação e garantias de não repetição”.

Conselho de Direitos Humanos da ONU. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

No Dia Internacional para o Direito à Verdade para as Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos, comemorado nesta segunda-feira (24), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,  destacou a importância do direito individual e coletivo à verdade para a promoção do direito humanitário e da justiça, e exortou a comunidade internacional a se comprometer a ajudar as vítimas e proteger aqueles que lutam para descobrir a verdade.

Lembrando que informar todos os membros da sociedade sobre suas liberdades fundamentais e as violações em potencial é uma salvaguarda vital contra os abusos recorrentes, Ban disse que “o direito à verdade está ligado ao direito à justiça, reparação e garantias de não repetição”.

A ONU apoia esforços para descobrir os fatos sobre graves violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, e para promover a justiça, propor reparações e recomendar reformas das instituições abusivas.

Durante 2013, a ONU colaborou na criação de comissões de inquérito na República Centro-Africana, na Síria e na Coreia do Norte, bem como estabeleceu a Comissão da Verdade e Dignidade na Tunísia.

O Dia foi criado homenagear o defensor dos direitos humanos Monsenhor Óscar Arnulfo Romero, um sacerdote católico que  foi assassinado em 24 de março de 1980, em El Salvador, por se manifestar contra a pobreza, a injustiça social, repressão, assassinatos e tortura.