No Dia Mundial do Livro, ONU destaca leitura e escrita como pilares de sociedades livres e tolerantes

A diretora-geral da UNESCO acredita que devemos “redobrar os esforços para promover o livro, a caneta, o computador, junto com todas as formas de leitura e escrita, a fim de combater o analfabetismo e a pobreza”.

 175 milhões de adolescentes no mundo, a maioria meninas e jovens mulheres, são incapazes de ler uma única frase. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

175 milhões de adolescentes no mundo, a maioria meninas e jovens mulheres, são incapazes de ler uma única frase. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

Como símbolos globais de progresso social, os livros sempre foram alvo para aqueles que rejeitam a liberdade e tolerância, disse, nesta quinta-feira (23), Dia Mundial do Livro e Direitos Autorais, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova.

“Nos últimos meses temos visto ataques contra crianças na escola e a queima pública de livros”, lembrou Bokova. “Neste contexto, nosso dever é claro: redobrar os esforços para promover o livro, a caneta, o computador, junto com todas as formas de leitura e escrita, a fim de combater o analfabetismo e a pobreza e construir sociedades sustentáveis, para fortalecer os fundamentos da paz”.

Com 175 milhões de adolescentes no mundo, a maioria meninas e jovens mulheres, incapazes de ler uma única frase, a UNESCO disse que está empenhada em liderar a luta contra o analfabetismo, e para que esta luta seja incluída como um ingrediente crucial dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).