No Iraque, Angelina Jolie afirma que países falham na assistência aos atingidos pelo conflito

A atriz e enviada especial da agência da ONU para os refugiados convocou a comunidade internacional a contribuir mais para aplacar a dramática situação dos deslocados iraquianos e refugiados sírios.

Em Bagdá, Angelina Jolie visita famílias iraquianas deslocadas pelo conflito. Foto: ACNUR/J. Tanner

Em Bagdá, Angelina Jolie visita famílias iraquianas deslocadas pelo conflito. Foto: ACNUR/J. Tanner

A rápida deterioração da situação humanitária no Iraque é uma realidade “chocante” que exige a atenção imediata da comunidade internacional, alertou a enviada especial da agência da ONU para refugiados (ACNUR), Angelina Jolie, no último domingo (25). A atriz fez o chamado após sua visita ao campo de refugiados sírios e deslocados iraquianos na região do Curdistão, no Iraque, onde solicitou a contribuição internacional para a garantia da continuidade das atividades de socorro a essa população.

Ela lembrou que desde a sua última visita ao Iraque, em setembro de 2012, outros 2 milhões de pessoas foram forçados a abandonar os seus lares, a maioria nos últimos seis meses. O alastramento do conflito sírio ao país vizinho, a brutalidade empregada e o número de deslocamentos provocados acarretaram em uma situação humanitária “dramática” e a ajuda que chega não é suficiente, disse.

“Não é suficiente defender nossos valores de casa. Temos que defendê-los aqui, nos campos e assentamentos informais no Oriente Médico, nas cidades em ruínas do Iraque e Síria. Estamos sendo testados, como comunidade internacional, e até o momento – todos os nossos imensos esforços e boas intenções – estamos falhando”, afirmou.

Mais de 3,3 milhões de pessoas estão deslocadas em todo o país e estima-se que 330 mil vivem em abrigos precários, enfrentando as baixas temperaturas do inverno. O ACNUR recebeu apenas 53% do necessário para responder as demandas no Iraque em 2014. Para 2015, a agência recebeu o consentimento para proceder com suas atividades com 31% dos fundos dos necessários 556 milhões de dólares.