Em Miraflores, no Peru, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugurou em novembro uma exposição com 29 ilustrações de artistas latino-americanos sobre a atual crise de refugiados.

À direita, o representante regional do ACNUR, Michele Manca di Nissa, com o artista gráfico peruano Fito Espinosa (à esquerda). Foto: ACNUR
Em Miraflores, no Peru, uma exposição inaugurada em novembro (17), na Câmara Municipal da cidade, reúne 29 ilustrações de artistas latino-americanos sobre a atual crise de refugiados. A mostra é organizada pela Agência da ONU para o tema (ACNUR) e conta com o apoio do Ministério de Relações Exteriores peruano.
As imagens representam situações e sentimentos diversos, como crianças desacompanhadas, a separação de famílias, a chegada a territórios com fronteiras fechadas, viagens forçadas e a esperança de que, um dia, a paz seja alcançada. Chamada “#RefugiArte: A Crise de Refugiados pelo Olhar de Artistas Latino-americanos”, a mostra terá parte das suas obras expostas também no parque Kennedy de Miraflores.
“Apenas tentei me aproximar desse sentimento de dor e sofrimento que famílias e povos inteiros enfrentam, por conta de conflitos e violência. Essa sensação terrível de vulnerabilidade que me fez rejeitar a guerra”, explica o artista plástico peruano Fito Espinosa, que teve uma de suas ilustrações incluídas na exposição.

O artista peruano Omar Zebellos (à esquerda) com o representante regional do ACNUR, Michele Manca di Nissa. Foto: ACNUR
Seu colega de profissão e conterrâneo, Omar Zevellos, acrescentou: “O humor é um veículo interessante para transmitir mensagens poderosas para que se reflita sobre temas tão preocupantes como este”.
“#RefugiArte busca trazer visibilidade à crise atual de refugiados em nível global, por meio da arte. É por isso que estamos destacando o compromisso dos artistas peruanos e da região que se solidarizaram, compartilhando seu olhar’’, apontou o representante regional do ACNUR para América do Sul, Michele Manca di Nissa.
No Peru, há uma comunidade de 908 solicitantes de asilo e 1.570 refugiados. Os números foram contabilizados pelo governo até junho de 2016. As nacionalidades mais expressivas são colombianos — 566 —, cubanos — 532 —, venezuelanos — 118 —, e sérvios — 64.