O Consulado Geral do Canadá no Rio de Janeiro, com apoio do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), promoveu em agosto (23), no Centro Cultural Correios, a palestra “Os direitos dos migrantes”, com participação da agência da ONU para as migrações, OIM.
Sob a perspectiva do Canadá e do Instituto Igarapé – organização brasileira, independente, dedicada à integração das agendas de segurança, justiça e desenvolvimento –, o encontro debateu a temática da migração e dos refugiados, bem como o fluxo migratório de venezuelanos, e apresentou recomendações para promover o avanço dessa agenda no Brasil.
O Consulado Geral do Canadá no Rio de Janeiro, com apoio do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), promoveu em agosto (23), no Centro Cultural Correios, a palestra “Os direitos dos migrantes”.
O evento teve como palestrantes Evelyne Coulombe, consulesa-geral do Canadá; Carolina Moulin, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio; Eduarda Hamann, pesquisadora sênior do Instituto Igarapé; e Marcelo Torelly, representando a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Sob a perspectiva do Canadá e do Instituto Igarapé – organização brasileira, independente, dedicada à integração das agendas de segurança, justiça e desenvolvimento –, o encontro debateu a temática da migração e dos refugiados, bem como o fluxo migratório de venezuelanos, e apresentou recomendações para promover o avanço dessa agenda no Brasil.
Carolina Moulin falou sobre a necessidade de medidas sociais inclusivas que diminuam a distância entre migrante, refugiado, e o dito cidadão nacional. “É importante pensar que as políticas públicas para refugiados não estão em competição com as políticas para os locais; as necessidades deles são as mesmas que nós temos”, afirmou a professora.
Ela lembrou que o Brasil é, historicamente, um país de imigração. “Nós temos cerca de 5 milhões de brasileiros residindo nos cinco continentes – alguns em situações absolutamente precárias. Se queremos demandar um tratamento justo para eles, também precisamos fazer o nosso dever de casa”, enfatizou.
Sobre a questão dos venezuelanos no Brasil, três estratégias foram levantadas por Eduarda Hamann, pesquisadora sênior do Instituto Igarapé: integração local; interiorização; e apoio para retorno. Segundo a pesquisadora, não existe uma crise migratória no país, mas uma crise de gestão.
Foram também debatidos os direitos dos migrantes indígenas, com Marcelo Torelly, representante da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada ao Sistema ONU. Torelly ratificou que a migração indígena para as regiões urbanas é um fenômeno que enriquece a cultura das cidades brasileiras e que os direitos dessa população precisam ser respeitados.
Ao final do evento, o diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano, discorreu sobre a importância da solidariedade humana. “O tema dos migrantes refugiados é fundamental e fala muito sobre a solidariedade humana. A junção de diferentes culturas, religiões e povos pode ser a força de um país, como acontece no Canadá”, disse.
O debate aconteceu na galeria da exposição “70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, com obras de Otávio Roth. Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento. A exposição segue no local até 9 de setembro.