“Todos nós precisamos trabalhar muito e rapidamente para implementar a paz no Sudão do Sul”, disse Stephen O’Brien, destacando que não “há nada melhor do que as pessoas terem esperança e serem capazes de investir no futuro”.

Subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários, Stephen O’Brien, durante encontro com mulheres deslocadas pelos recentes combates em Wau, no Sudão do Sul. Foto: IOM / Mohammed
Em visita ao Sudão do Sul, o subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários, Stephen O’Brien, pediu na terça-feira (2) que todos os atores políticos e sociais sul-sudaneses, incluindo a comunidade internacional, trabalhem em parceria para estabelecer a paz no país. Dessa forma, o povo será capaz realizar as esperanças de um futuro melhor.
“Todos nós precisamos trabalhar muito e rapidamente para implementar a paz no Sudão do Sul”, disse O’Brien, destacando que não “há nada melhor do que as pessoas terem esperança, serem capazes de investir no futuro e capazes de usar ativos essenciais – não apenas as pessoas do país, mas também a terra”.
A situação humanitária no Sudão do Sul piorou após os combates entre facções filiadas ao presidente Salva Kiir e ao primeiro vice-presidente Riek Machar eclodirem na capital Juba, no princípio do mês passado, deixando pelo menos 272 mortos, sendo 33 civis.
Destacando os grandes desafios que os civis enfrentam devido ao conflito, O’ Brien disse que milhares de pessoas são obrigadas a fazer escolhas difíceis e assumir grandes riscos, como fugir de suas casas quando a segurança e o futuro de seus filhos estão ameaçados.
Em relação à assistência humanitária, O’Brien pediu que deem livre acesso, sem obstáculos, aos agentes de ajuda, que operam de forma independente, imparcial e neutra. É preciso que eles consigam chegar a todas as pessoas em necessidade, onde quer que elas estejam.
Segundo o subsecretário-geral, o conflito restringiu severamente, e em alguns casos até proibiu, o acesso à assistência humanitária, que é um direito garantido pelas leis internacionais.
Além disso, O’Brien disse que os ataques a agentes ou instalações humanitárias, como o recente saque ao armazém do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), impactam severamente na disponibilidade de suprimentos alimentares e de materiais de auxílio, bem como prejudicam o fluxo de entrega dos itens aos civis que necessitam desesperadamente de apoio.
O subsecretário-geral da ONU alertou também para a importância das parcerias e da coordenação com o governo. Segundo ele, trabalhar junto às autoridades do Estado, a fim de ajudá-las a cumprir as suas obrigações e fornecer serviços básicos para o povo do país – a nível local e federal – promove as condições para que a paz de fato cresça e se consolide.