O presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, observou na Assembleia Geral que havia iniciado recentemente uma rodada de negociações “de boa-fé”, determinado a alcançar um acordo de paz no prazo de nove meses.

Criança no interior de uma escola da UNRWA em Gaza. Foto: UNRWA
O presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, observou na última sexta-feira (26) na Assembleia Geral da ONU que havia iniciado recentemente uma rodada de negociações “de boa-fé” e com a “mente aberta”, determinado a alcançar um acordo de paz no prazo de nove meses.
Segundo Abbas, as negociações não começaram do zero, “nem estamos perdidos em um labirinto sem mapa, nem nos falta uma bússola, de modo a perder de vista a linha de chegada”.
Ele lembrou como havia abordado este mesmo tema na última ocasião, quando a “Palestina estava curando suas feridas e seu povo enterrava crianças, mulheres e homens depois de mais uma guerra”.
“E aqui estamos nós de novo… cheios de tristeza, arrependimento e amargura. A diferença hoje é que a escala do genocídio foi maior, e que a lista de mártires, especialmente de crianças, foi superior”, afirmou Abbas aos líderes mundiais.
No entanto, ele afirmou que essa dor, trauma e raiva não os fará abandonar sua humanidade, valores e ética, confirmando o respeito e compromisso dos palestinos com o direito internacional, o direito humanitário e o consenso internacional.
Abbas também mencionou que o futuro proposto pelo governo de Israel para o povo palestino se assemelharia ao apartheid ao segmentar a população em “guetos isolados em terras fragmentadas, sem fronteiras e sem soberania sobre o espaço aéreo, água e recursos naturais”.
Durante as duas últimas semanas, o Estado da Palestina e o Grupo Árabe têm trabalhado com os Estados-membros preparando um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito israelo-palestino. Um esforço que aspira a estabelecer o Estado da Palestina em todo o território ocupado desde 1967, e lidar com a situação dos refugiados da Palestina com um prazo específico para a aplicação, conforme foi estipulado na Iniciativa de Paz Árabe.