Nova política no Iêmen vai proteger meio milhão de deslocados, diz ONU

Ações querem proteger e ajudar não só as pessoas que foram deslocadas pelo conflito e pela violência, mas também por desastres naturais.

Crianças no campo de deslocados Al-Mazrak em Haradh, norte do Iêmen. Foto: OCHA

Crianças no campo de deslocados Al-Mazrak em Haradh, norte do Iêmen. Foto: OCHA

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) elogiou nesta terça-feira (23) a nova política do Iêmen que vai proteger meio milhão de deslocados internos, ressaltando que as ações representam um “passo à frente”.

“O Governo aprovou a política no final de junho e objetiva proteger os mais de meio milhão de iemenitas que tinham sido forçados a fugir de suas casas nos últimos anos e ajudar a resolver o problema dos deslocamentos no país. O ACNUR viu isso como um grande progresso, disse o porta-voz da agência, Adrian Edwards, em uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

A política nacional visa proteger e ajudar não só as pessoas que foram deslocadas pelo conflito e pela violência, mas também por desastres naturais. A nova política estabelece um Comitê Supremo, presidida pelo primeiro-ministro Mohammed Basindawa, e apresenta três objetivos estratégicos: prevenção e enfrentamento do deslocamento arbitrário, apoiar não apenas deslocados mas também as comunidades acolhedoras e outras afetadas pelo deslocamento e criar condições para soluções duradouras – tais como o emprego, a integração local e retorno para casa.

Edwards lembrou que o ACNUR trabalhou junto com o Governo do Iêmen para desenvolver a política, por meio de uma série de encontros que reuniram autoridades do Estado, deslocados internos, comunidades acolhedoras e agências. O ACNUR já trabalhou anteriormente com o governo iemenita e seus parceiros para prestar apoio a mais de 200 mil refugiados, dezenas de milhares de requerentes de asilo e centenas de milhares de pessoas deslocadas.