OMS revelou hoje (7) as novas orientações destinadas a facilitar o tratamento da depressão, dos transtornos por uso de álcool, da epilepsia e de outros transtornos mentais comuns no ambiente de cuidados primários de saúde. Milhões de pessoas com distúrbio mental, neurológico e de uso de substâncias se beneficiarão com as novas orientações.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou hoje (7) as novas orientações destinadas a facilitar o tratamento da depressão, dos transtornos por uso de álcool, da epilepsia e de outros transtornos mentais comuns no ambiente de cuidados primários de saúde. De acordo com a agência, milhões de pessoas com distúrbio mental, neurológico e de uso de substâncias se beneficiarão com as novas orientações.
As diretrizes foram apresentadas no Guia de Intervenção como diagramas para simplificar o processo de fornecimento de cuidados primários de saúde. “Numa conquista chave, o Guia de Intervenção transforma um mundo de especialização e de experência clínica em menos de 100 páginas de sabedoria clínica e conselho prático sucinto”, afirmou a Diretora-Geral da OMS, Margaret Chan.
A OMS estima que mais de 75% das pessoas com distúrbio mental, neurológico e de uso de substâncias, incluindo cerca de 95 milhões de pessoas com depressão e mais de 25 milhões com epilepsia, que vivem em países em desenvolvimento não recebem tratamento médico.
A garantia da capacidade de diagnosticar e tratar os doentes no sistema de cuidados primários de saúde aumentará significativamente o número de pessoas com acesso a tratamento. “A melhoria nos serviços de saúde mental não exige tecnologias sofisticadas e caras. O que é necessário é aumentar a capacidade do sistema de cuidados de saúde primários para a entrega de um pacote integrado de cuidados”, disse o Diretor Assistente para Doenças Não-Transmissíveis e Saúde Mental da OMS, Ala Alwan.
De acordo com a OMS, uma entre quatro pessoas no mundo vai experimentar alguma doença mental em sua vida. Pessoas com distúrbios mental, neurológico e de uso de substâncias geralmente são estigmatizadas e sujeitas a negligência e abuso. A agência também disse que os recursos disponíveis são insuficientes, desigualmente distribuídos e ineficazmente usados. Na maioria dos países, menos de 2% dos fundos para a saúde são direcionados em saúde mental.
Em colaboração com seus parceiros, a OMS fornecerá apoio técnico aos países para implementar as orientações e já iniciou o programa para aumentar o atendimento médico em seis nações: Etiópia, Jordânia, Nigéria, Panamá, Serra Leoa e Ilhas Salomão.
O Guia de Intervenção também ajudará a aumentar os cuidados mentais, neurológicos e transtornos por uso de substância – que é o objetivo do Programa de saúde mental Gap da OMS (mhGAP). Múltiplos parceiros, incluindo Estados-Membros, agências da ONU, institutos de pesquisa, universidades, agências multilaterais, fundações, Centros Colaboradores da OMS e organizações não-governamentais (ONG) acordaram, no Fórum mhGAP, auxiliar a OMS na defesa da melhoria dos cuidados de saúde mental e nos serviços médicos nos países em desenvolvimento.