Cultivo do arroz utiliza de 30 a 40% de toda a água doce do mundo; novo padrão restabelece novas e mais eficientes formas para o cultivo.

Foto: PNUMA
Foi lançado no dia 27 de outubro o primeiro padrão para a sustentabilidade do arroz, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pelo Instituto Internacional de Pesquisa de Arroz (IRRI, em inglês).
Realizado pela Plataforma Sustentável de Arroz (SRP, em inglês), uma aliança global de instituições de pesquisa agrícola, negócios de alimentos agrícolas, setor público e organizações da sociedade civil, o padrão restabelece novas e mais eficientes formas para o cultivo do arroz.
O desenvolvimento do padrão foi feito a partir de 46 requerimentos, como produtividade, segurança alimentar, saúde do trabalhador, direitos trabalhistas e biodiversidade. O padrão da SRP para o cultivo sustentável de arroz usa referências ambientais e socioeconômicas para manter rendimentos para pequenos produtores de arroz, reduzir a pegada ambiental e respeitar as necessidades do consumidor por segurança e qualidade nos alimentos.
O arroz exerce um papel essencial na segurança alimentar global, com mais de 140 milhões de pequenos produtores em países em desenvolvimento se beneficiando do alimento. Entretanto, o cultivo do arroz utiliza de 30 a 40% de toda a água doce do mundo e contribui com 5 a 10% das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa.
“O padrão da SRP e os indicadores ajudarão a garantir que o cultivo deste alimento essencial se torne mais sustentável e beneficie as pessoas, as comunidades e o planeta”, disse o representante regional do PNUMA para a Ásia e o Pacífico, Kaveh Zahedi.