Investir na juventude rural é essencial para reduzir a migração de jovens que buscam trabalhar nas cidades e importante para manter o suprimento global de alimentos, afirmou nesta segunda-feira (3) o novo chefe da agência das Nações Unidas encarregada de erradicar a pobreza rural.
Em uma de suas primeiras entrevistas desde que passou a ocupar a liderança do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Gilbert Houngbo disse desejar que as pessoas vejam a vida no campo como uma escolha e não como uma necessidade.

Novo chefe do FIDA, Gilbert Houngbo disse desejar que as pessoas vejam a vida no campo como uma escolha e não uma necessidade. Foto: WikiCommons / Flickr / Maria Hsu
Investir na juventude rural é essencial para reduzir a migração de jovens que buscam trabalhar nas cidades e é importante para manter o suprimento global de alimentos, afirmou nesta segunda-feira (3) o novo chefe da agência das Nações Unidas encarregada de erradicar a pobreza rural.
Em uma de suas primeiras entrevistas desde que passou a ocupar a liderança do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Gilbert Houngbo disse desejar que as pessoas vejam a vida no campo como uma escolha e não como uma necessidade.
“A segurança alimentar e a nutrição são essenciais, mas temos que ir para além disso e buscar a luta contra a pobreza, olhando a agricultura como uma atividade decente de geração de renda”, declarou Houngbo, que anteriormente era vice-diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Sem o investimento adequado nas comunidades mais vulneráveis do mundo, ele continuou, haverá crescente instabilidade e conflito, e as pessoas vão achar mais difícil se recuperar de choques, dando a elas mais razões para deixar áreas rurais.
“Precisamos trabalhar nessas dificuldades para que os jovens possam ser felizes na zona rural, em vez de buscar ir para as capitais ou se mudar para outros lugares de seus países”, disse.
Ex-primeiro-ministro do Togo, Houngbo disse ainda entender os desafios da vivência no campo. Ele cresceu na área rural do Togo, e se candidatou para trabalhar no FIDA com o objetivo de apoiar jovens que enfrentam pobreza nas zonas rurais.
“Quando eu tinha 8 anos, tinha que caminhar quatro quilômetros todas as manhãs para conseguir água para a casa, e alguns anos depois tive que andar 20 quilômetros todas as manhãs para ir ao colégio”, disse. “É inaceitável que as crianças hoje tenham de passar pela mesma coisa 40 ou 50 anos depois”.
Houngbo disse que sua prioridade será garantir que o FIDA continue tendo os recursos necessários para investir em zonas rurais para que elas se tornem “lugares de prosperidade e esperança, onde as pessoas possam construir vidas decentes e não serem compelidas a migrar”.