As mulheres e crianças, em sua maioria, terminaram retornando à Nigéria. ACNUR investiga as circunstâncias do retorno e trabalha para garantir que os refugiados voltem apenas de forma voluntária.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) alertou na última terça-feira (11) que milhares de nigerianos estão fugindo para Camarões, país vizinho, devido às constantes ameaças do grupo terrorista Boko Haram.
Desde o final de outubro, mais de 13 mil nigerianos cruzaram a fronteira com os Camarões em busca de segurança desde que rebeldes capturaram a cidade de Mubi, na Nigéria, informaram as autoridades do país.
O comunicado de imprensa relata que a maioria dos refugiados são mulheres e crianças. No entanto, apesar dos perigos, a maioria dos 13 mil refugiados voltaram à Nigéria, para a cidade de Yola.
A agência está analisando as circunstâncias que levaram os nigerianos a cruzarem novamente para a Nigéria e afirmou estar buscando todas as garantias de ambos os estados para que o “retorno dessas pessoas seja feito de forma voluntária”.
O norte do Camarões tem sido o principal refúgio dos nigerianos, que vem se estabelecendo principalmente nas cidades de Guider, Gashiga, Bourha, Mogode e Boukoula. A insegurança nas regiões de fronteira é constante, pois também tem sido alvos de ações do grupo terrorista.
O campo de refugiados de Minawao hospeda neste momento 16.282 refugiados, o triplo da sua população há dois meses. O processo de expansão do acampamento já está em andamento, tendo em vista que sua capacidade é de 35 mil pessoas.
O ACNUR também informou que há outros refugiados nigerianos em outras regiões. “A violência constante na fronteira entre Níger e Nigéria fez pelo menos mil nigerianos fugirem para a área do Bosso de Níger”.
O relatório divulgou que aproximadamente 650 mil nigerianos estão desalojados no norte do país, mais de 100 mil já fugiram para o Níger, aproximadamente 2.700 para o Chade e agora Camarões acolhe 44 mil refugiados.
