Relatório do Comitê contra o Terrorismo ressaltou perigos trazidos pelo uso de redes sociais por organizações extremistas para recrutar novos membros e disseminar ideologias.
Em relatório publicado nesta terça-feira (6), o Comitê contra o Terrorismo do Conselho de Segurança da ONU chamou a atenção para a ameaça global constituída por terroristas e grupos extremistas estrangeiros. De acordo com o órgão das Nações Unidas, cerca de 30 mil combatentes oriundos de mais de 100 países participam de atividades terroristas. O uso da internet por esses grupos para recrutar novos membros e conseguir financiamento também foi destaque do documento.
Segundo o secretário-geral assistente do Comitê, Jean-Paul Laborde, o antídoto deve usar a mesma fórmula utilizada pelos combatentes. Em uma era em que organizações extremistas utilizam redes sociais para disseminar suas ideologias, novas parcerias devem ser estabelecidas, com a aliança entre governos e o YouTube, que rastreia propagandas e mensagens de recrutamento em seus servidores.
Apesar dos esforços, “ainda é fácil para qualquer um que queira se juntar a uma organização terrorista ou viajar para uma zona de conflito estabelecer contato direto e anônimo com um recrutador”, alertou Laborde.
Embora muitos Estados-membros estejam se articulado para intensificar o controle das fronteiras, a maioria ainda não aderiu a resoluções prévias do Conselho de Segurança, que exigem, por exemplo, a implementação de sistemas globais de informação sobre passageiros de linhas aéreas. “Tentativas de resolver essas questões efetivamente através de uma abordagem puramente doméstica não vão funcionar”, afirmou o secretário do Comitê.
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