A análise preliminar, que levou cinco meses para ser concluída, foi realizada utilizando uma lista combinada de 147.349 mortes relatadas.
Uma análise dos dados sobre o conflito na Síria sugere que o número de mortos já ultrapassou 60 mil, informou hoje (2) o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH).
A análise preliminar realizada por especialistas de dados em nome do ACNUDH levou à elaboração de uma lista com 59.648 pessoas mortas na Síria entre 15 de março de 2011 e 30 de novembro de 2012.
“Considerando que não houve trégua no conflito desde o fim de novembro, podemos supor que mais de 60 mil pessoas foram mortas até o início de 2013”, disse a Alta Comissária, Navi Pillay. “O número de vítimas é muito maior do que esperávamos, e é verdadeiramente chocante”, acrescentou.
De acordo com um comunicado de imprensa emitido pelo ACNUDH, a análise preliminar, que levou cinco meses para ser concluída, foi realizada utilizando uma lista combinada de 147.349 mortes relatadas, totalmente identificadas com o nome e sobrenome das vítimas, bem como a data e o local das mortes.
Todo relato de assassinato que não incluiu pelo menos estes quatro elementos foram excluído da lista, que foi compilada usando dados de sete fontes diferentes, incluindo o governo sírio.
Os analistas afirmaram ser 60 mil um número provavelmente subestimado, visto que os relatórios contendo informação insuficiente foram excluídos da lista, e que um número significativo de mortes pode não ter sido documentada por nenhuma das sete fontes.
“Embora esta seja a análise mais detalhada e abrangente dos números de vítimas até o momento, isso não é de forma alguma um quadro definitivo”, observou Navi Pillay. “Nós não somos capazes de verificar as circunstâncias da morte de todos e de cada um, em parte por causa da natureza do conflito e em parte porque não fomos autorizados a entrar na Síria desde que os protestos começaram em março de 2011.”
“Uma vez que haja paz na Síria, mais investigações serão necessárias para descobrir exatamente quantas pessoas morreram, e em que circunstâncias, e quem foi responsável por todos os crimes que foram cometidos. Esta análise fornece uma base muito útil sobre a qual futuras investigações podem ser construídas para melhorar a prestação de contas e proporcionar justiça e reparação às famílias das vítimas.”
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