Número maior de refugiados sul-sudaneses complica ação humanitária na Etiópia

País possui atualmente mais de 160 mil refugiados vindos do Sudão do Sul, que passa por uma forte crise de violência desde dezembro de 2013.

Enquanto um gigantesco fluxo de sul-sudaneses atravessa as fronteiras do Sudão do Sul para a Etiópia, a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) se esforça para providenciar comida e medicamentos às populações e se apressa para transportar os novos refugiados antes da chegada da estação chuvosa.

A Etiópia possui atualmente mais de 160 mil refugiados vindos do país vizinho, que passa por uma forte crise de violência desde dezembro de 2013.

No início de maio, o ACNUR já havia confirmado um forte aumento no número de refugiados que fogem dos conflitos no Sudão do Sul, após forças do governo capturarem o reduto rebelde de Nasir, na região da Grande Alto Nilo.

Refugiados do Sudão do Sul em Kule 02, o terceiro campo aberto pelo ACNUR na região de Gambella, na Etiópia. Com o aumento dos conflitos, a agência da ONU já começou a procurar terra adicional para um quarto acampamento. Foto: ACNUR/L.F.Godinho

Refugiados do Sudão do Sul em Kule 02, o terceiro campo aberto pelo ACNUR na região de Gambella, na Etiópia. Com o aumento dos conflitos, a agência da ONU já começou a procurar terra adicional para um quarto acampamento. Foto: ACNUR/L.F.Godinho

Segundo a ONU, mais de 160 mil sul-sudaneses já fugiram para a Etiópia desde dezembro de 2013. Até o início de maio, cerca de 102 mil haviam passado por registro inicial só no país.

Dos 205 mil refugiados, cerca de 102 mil fugiram para Uganda, 67 mil para o Sudão e 34 mil para o Quênia, enquanto cerca de 923 mil pessoas estão deslocadas dentro do próprio Sudão do Sul. No geral, são mais de 1,3 milhão de deslocados na crise atual.