‘O conflito no Sudão do Sul deve terminar’, insta o secretário-geral da ONU

Em evento na Etiópia, Ban Ki-moon pediu o fim do conflito no país que causou mais de 1,6 milhão de pessoas deslocadas, 600 mil refugiados e 4,6 milhões em estado de insegurança alimentar grave.

Pessoas deslocadas pelo conflito em Pathai, um assentamento no estado de Jonglei, Sudão do Sul, aguardam registro para distribuição de alimentos. Foto: UNICEF / Jacob Zocherman

Pessoas deslocadas pelo conflito em Pathai, um assentamento no estado de Jonglei, Sudão do Sul, aguardam registro para distribuição de alimentos. Foto: UNICEF / Jacob Zocherman

Poucos dias depois do sombrio quarto aniversário da independência do Sudão do Sul, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon instou nesta segunda-feira (13) os líderes do país a acabarem com as hostilidades e se atuarem além de seus “interesses pessoais”, mostrando coragem e liderança.

“Hoje, repito o meu apelo ao presidente Kiir e ao ex-vice-presidente Riek Machar para desistirem da guerra – para o bem do povo e do futuro do Sudão do Sul. Exorto-os a comprometer-se, selar um acordo político e tornar verdade suas promessas de proteger o seu povo”, declarou Ban em Adis Abeba, onde participa da Terceira Conferência Internacional sobre o Financiamento do Desenvolvimento. “O conflito no Sudão do Sul deve terminar.”

Recordando as grandes esperanças investidas nesta nova nação no seu nascimento, há quatro anos, ele disse que estava de “coração partido” pelo povo do Sudão do Sul cujas aspirações para um futuro pacífico e próspero têm sido quebradas de forma desnecessária e trágica. A situação humanitária no país é “terrível”, com mais de 1,6 milhão de pessoas deslocadas e mais de 600 mil refugiados nos países vizinhos, e quase 4,6 milhões enfrentando insegurança alimentar grave