Especialista independente da ONU pediu que os governos reduzissem os gastos militares, que podem consumir até 40% dos orçamentos nacionais, e investissem em fundos para o desenvolvimento.

Veículo multiuso de alta mobilidade de rodas, conhecido como HMMW. Foto: Mike Baird (Creative Commons)
“É hora de reduzir a espiral de gastos militares e investir em pesquisas sobre as causas profundas dos conflitos, bem como o desenvolvimento de estratégias para preveni-los e solucioná-los”, afirmou o especialista independente sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa, Alfred de Zayas, ao apresentar seu terceiro relatório para o Conselho de Direitos Humanos, nesta quarta-feira (10).
Para o especialista, é importante reduzir os gastos militares para investir em fundos reorientados para o desenvolvimento dos países, como a educação, saúde e criação de empregos. Além disso, ele citou que um dos graves problemas dos governos é a falta de transparência tanto sobre as atividades militares como os gastos para executá-las.
“O custo em vidas humanas de todos os conflitos armados é impressionante, mas o custo econômico das guerras pode continuar por gerações”, disse ele, citando dados recentes do Banco Mundial, que afirma que o orçamento militar pode consumir até 40% dos orçamentos nacionais.
Em sua pesquisa, ele também encontrou novas armas que possuem sistemas autônomos letais e citou o desarmamento como “uma conquista estratégica para os países e povos” para a construção do desenvolvimento e da agenda de desenvolvimento pós-2015.