O sofrimento humano continua na Ucrânia, apesar do cessar-fogo

Conheça a história de Liuba, que teve que fugir de sua cidade natal, Snizhnye, depois que mísseis caíram sobre seu prédio.

Liuba com a mãe na região de Kharkiv. As duas fugiram de sua cidade natal no leste da Ucrânia com o marido de Liuba. Foto: ACNUR

Sob a imponente cúpula na estação de trem da era de Stalin em Kharkiv, com suas pinturas de camponeses e trabalhadores triunfantes, dezenas de viajantes exaustos encontram-se esparramados, dormindo em bancos em um canto do corredor.

São pessoas deslocadas internamente (IDP, na sigla em inglês) pelo conflito no leste da Ucrânia. A estação funciona como local para encontrar ajuda. Em uma longa mesa, voluntários, auxiliados por funcionários do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), estão prontos com conselhos e alimentos.

Liuba precisa urgentemente de ajuda. Seu sofrimento levou-a às lágrimas. Três semanas antes, nos intensos combates em sua cidade, Snizhnye, mísseis caíram sobre seu prédio. Ela foi atingida e ficou cega de um olho. Ela e o marido se arrastaram até o porão, mas a mãe de Liuba estava no sexto andar do prédio e o casal voltou para buscá-la.

Com o último dinheiro que tinham, os três alugaram um carro e, em seguida, compraram passagens de trem para escapar da zona de conflitos. São agora deslocados, três entre as mais de 300 mil pessoas. Esse é o número oficial, mas funcionários do ACNUR acreditam que o número real é de duas a três vezes maior. Muitos simplesmente encontram abrigo com parentes ou amigos e acabam por não alertar ninguém.

Segundo o representante do ACNUR na Ucrânia, Oldrich Andrysek, o problema de Liuba é parecido com o de centenas de milhares de deslocados internos do leste da Ucrânia, para não mencionar os 17 mil deslocados internos da Crimeia que foram expulsas por meses, não são prioridade ou recebem dinheiro por parte do governo, preocupados com a tentativa de recuperar o território perdido.

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