A tuberculose continua sendo a principal causa de morte provocada por um agente infeccioso único no mundo, de acordo com o Relatório Mundial sobre Tuberculose 2017. A cada dia, surgem 28 mil novos casos e 4,5 mil mortes relacionadas à doença.
Casos não detectados de tuberculose geralmente ocorrem entre populações mais vulneráveis — migrantes, pessoas deslocadas internamente, refugiados e outras comunidades afetadas por crises, alertou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Voluntários fornecem tratamento para tuberculose. Foto: OPAS
A tuberculose continua sendo a principal causa de morte provocada por um agente infeccioso único no mundo, de acordo com o Relatório Mundial sobre Tuberculose 2017 (em inglês). A cada dia, surgem 28 mil novos casos e 4,5 mil mortes relacionadas à doença.
Em 24 de março, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e parceiros prestaram uma homenagem aos muitos “líderes para um mundo livre de tuberculose” na ocasião do Dia Mundial contra a Tuberculose.
Calcula-se que nos sistemas públicos de saúde aproximadamente 40% dos novos casos de tuberculose passem despercebidos. Determinantes como má alimentação, precárias condições de moradia e de trabalho, falta de conhecimento e impossibilidade de acessar cuidados de saúde adequados contribuem para o aumento das chances de contrair a doença.
Como consequência, os casos não detectados de tuberculose geralmente ocorrem entre populações mais vulneráveis — migrantes, pessoas deslocadas internamente, refugiados e outras comunidades afetadas por crises.
A OIM defende a inclusão das populações migrantes como forma mais rápida de alcançar as metas referentes ao tema da tuberculose entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e do plano global para o fim da doença até 2020.
Os programas sobre tuberculose da OIM são implementados entre os migrantes, as populações afetadas pelas crises e suas comunidades receptoras em todo o mundo. Tais programas incluem a prevenção da doença, diagnóstico precoce, tratamento, serviços de saúde disponíveis e sensibilização contra o estigma e a discriminação.
Os governos estão se preparando para a reunião de alto nível sobre a tuberculose que ocorrerá na Assembleia Geral da ONU em setembro. Unindo-se à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à associação para deter a epidemia da doença, a OIM reconhece o papel fundamental dos migrantes para liderar a resposta à doença.
“Este ano, prestamos homenagem aos líderes migrantes que trabalham para conquistar um mundo livre de tuberculose. Os migrantes podem ter um papel importante se trabalharem dentro dos acampamentos, cidades ou zonas rurais, comunidades locais e muitos outros lugares, dedicando suas vidas a trabalhar para combater a doença”, disse o diretor-geral da OIM, embaixador William Lacy Swing.