Dados mostram que 17 mil elefantes morreram em 2011 e situação não melhorou no ano passado. Matança envolve o crime organizado e milícias armadas que trocam o marfim por dinheiro, armas e munições.

Foto: UNESCO/Pierre Gaillard
A ONU afirmou na sexta-feira (17) que oito países identificados como sendo os mais afetados pelo comércio ilegal de marfim de elefante apresentaram planos de ação nacionais para a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), tratado apoiado pela ONU pela conservação de espécies ameaçadas.
O secretariado da CITES recebeu planos da China, Filipinas, Malásia, Quênia, Tailândia, Uganda, Tanzânia e Vietnã — identificados como países de fontes primárias e de importação e de trânsito do marfim afetados pelo comércio ilegal da substância. Os planos foram solicitados em março e poderiam ser entregues até o dia 15 de maio.
Os planos — que contêm atividades específicas nas áreas de legislação e regulamentos, aplicação nacional e internacional e divulgação e sensibilização para o público — foram solicitados pelo Comitê Permanente da CITES como uma resposta ao aumento dramático do número de elefantes caçados pelo seu marfim.
Os dados recolhidos pelo programa liderado pela CITES e conhecido como Monitoramento da Matança Ilegal de Elefantes (Mike, na sigla em inglês) constatou que cerca de 17 mil elefantes foram mortos ilegalmente em 2011. Os dados para 2012 mostram que a situação não melhorou, e os números reais para o ano passado podem ser muito maiores.
Segundo a CITES, a matança ilegal de um grande número de elefantes pelo seu marfim envolve cada vez mais o crime organizado e, em alguns casos, milícias rebeldes bem armadas. Acredita-se que quantidades desconhecidas de marfim furtado são trocadas por dinheiro, armas e munições para apoiar conflitos em vários países africanos.