OMS: assintomáticos podem transmitir COVID-19; mais estudos são necessários para definir grau de transmissão

Pessoas assintomáticas podem transmitir COVID-19, mas é preciso esperar a conclusão de vários estudos para se perceber a extensão da transmissão nestes casos. A informação é do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Segundo ele, com o novo coronavírus todos estão aprendendo o tempo inteiro.

A agência afirma que, por enquanto, “descobrir, isolar e testar pessoas com sintomas, rastreando e colocando em quarentena seus contatos, é a maneira mais eficaz de se interromper a transmissão da COVID-19″.

OMS refoça que pessoas assintomáticas podem transmitir a COVID-19. Foto: Gema Cortes/Ocha

Pessoas assintomáticas podem transmitir COVID-19, mas é preciso esperar a conclusão de vários estudos para se perceber a extensão da transmissão nestes casos. A informação é do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Segundo ele, com o novo coronavírus todos estão aprendendo o tempo inteiro.

“Não é fácil comunicar ciência complexa em tempo real sobre um novo vírus, mas isso faz parte do dever da OMS”, disse Tedros.

Na segunda-feira (8), a agência havia informado que as transmissões da COVID-19 por pessoas assintomáticas eram “bem raras”. Menos de 24 horas depois, a OMS esclareceu os comentários rechaçados por vários cientistas que pesquisam o vírus.

O chefe da agência disse que acolhe “um debate construtivo” sobre o tema, e que “é assim que a ciência avança”. Por essa razão, os conselhos da OMS continuarão evoluindo à medida em que novas informações estiverem disponíveis.

Tedros afirmou que os especialistas da OMS continuarão trabalhando para aprender mais sobre como a doença é transmitida, além do desenvolvimento de novos tratamentos e vacinas.

Segundo ele, a agência será transparente “sobre o que se sabe e onde existem lacunas e como isso está moldando” suas diretivas.

A agência afirma que, por enquanto, “descobrir, isolar e testar pessoas com sintomas, rastreando e colocando em quarentena seus contatos, é a maneira mais eficaz de se interromper a transmissão da COVID-19”.

Até esta quarta-feira (11), tinham sido confirmados mais de 7,1 milhão de casos da COVID-19 em todo o mundo. Mais de 408 mil pessoas tinham perdido a vida.