“O Brasil é um dos quase 60 países e territórios que atualmente notificam a transmissão do vírus zika por mosquitos. Pessoas continuam a viajar entre esses países e territórios por diversas razões. A melhor forma de reduzir os riscos de infecção é seguir as recomendações direcionadas aos viajantes”, disse agência de saúde da ONU no último sábado (28); saiba quais são.

Imagem: Agência Brasil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou no último sábado (28) um comunicado com uma recomendação de saúde pública sobre o vírus zika no contexto dos próximos Jogos Olímpicos, que serão realizados no Rio de Janeiro.
“Com base na avaliação atual, cancelar ou mudar o local de realização dos Jogos Olímpicos 2016 não vai alterar significativamente a propagação internacional do vírus zika”, destacou o texto logo em sua introdução.
“O Brasil é um dos quase 60 países e territórios que atualmente notificam a transmissão do vírus zika por mosquitos. Pessoas continuam a viajar entre esses países e territórios por diversas razões. A melhor forma de reduzir os riscos de infecção é seguir as recomendações direcionadas aos viajantes”, acrescentou a agência de saúde da ONU.
A OMS recomenda, no entanto, que as mulheres grávidas não viajem para as áreas onde há transmissão do vírus — incluindo o Rio de Janeiro. “Os parceiros sexuais das gestantes que retornarem de áreas com circulação do vírus devem ser aconselhados a praticar sexo seguro ou abstinência durante toda a gravidez”, acrescentou.
Segundo a agência da ONU, qualquer pessoa que considera viajar para as Olimpíadas deve seguir as recomendações fornecidas pelas autoridades de saúde de seus países e consultar um profissional de saúde antes de viajar.
Sempre que possível, durante o dia, deve ainda usar repelente e vestir roupas que cubram o máximo possível o corpo – de cores claras, preferencialmente – para se proteger das picadas de mosquitos.
A OMS reforça ainda o pedido para que seja praticado sexo seguro — por exemplo, usar preservativos corretamente e de forma constante — ou se abstenha de sexo durante a estadia e por, pelo menos, quatro semanas após seu retorno, particularmente se apresentaram ou apresentam sintomas de infecção pelo vírus zika.
Pede-se ainda que sejam escolhidas acomodações com ar-condicionado, pois geralmente janelas e portas são mantidas fechadas para prevenir que o ar frio escape e, assim, os mosquitos não conseguem entrar nesses quartos.
Outra recomendação é evitar visitas às áreas das cidades sem água encanada e com saneamento deficiente — local ideal para a reprodução de mosquitos –, onde o risco de ser picado é maior.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) está fornecendo recomendações de saúde pública ao governo brasileiro e ao Comitê Olímpico local da Rio 2016 sobre formas de reduzir ainda mais o risco de atletas e visitantes contraírem vírus zika durante os Jogos, informou a nota.
Um ponto importante das recomendações da OMS gira em torno de medidas para reduzir as populações de mosquitos Aedes, que transmitem chikungunya, dengue e febre amarela, além do vírus zika.
“Com base na avaliação atual do vírus zika circulando em quase 60 países globalmente e em 39 nas Américas, não há nenhuma justificativa de saúde pública para adiar ou cancelar os Jogos. A OMS continuará monitorando a situação e atualizando as recomendações, se necessário”, finalizou a nota.
Clique aqui para acessar as informações mais atuais sobre zika e suas consequências. Acesse também o site da OPAS/OMS com todas as informações sobre o tema aqui.
Para avaliações adicionais de outras agências de saúde pública, acesse:
Avaliação dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, publicada no dia 26 de maio de 2016
Avaliação dos Centros Europeus para Prevenção e Controle de Doenças, publicada em maio de 2016