A Comissão estabeleceu os limites para a quantidade de ractopamina permitida nos tecidos de suínos e bovinos em 10 microgramas por quilo de porco ou gado muscular.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) acordou uma série de limites para resíduos de ractopamina em tecidos animais, um medicamento veterinário usado principalmente para promover a magreza em suínos criados para fornecerem carne. “A decisão foi tomada depois de processo rigoroso de avaliação científica para assegurar que os níveis propostos de resíduos não tenham impacto na saúde humana”, a OMS e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) afirmaram em um comunicado conjunto sobre o acordo alcançado pela Comissão Codex Alimentarius.
Em seu acordo de hoje (6/7), a Comissão estabeleceu os limites para a quantidade de ractopamina permitida nos tecidos de suínos e bovinos em 10 microgramas por quilo de porco ou gado muscular, 40 microgramas por quilo de fígado e 90 microgramas por quilo de rins dos animais. Os limites foram aprovados através de uma votação por 69 votos a favor, 67 contra e sete abstenções, após uma avaliação realizada pelo Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos Alimentares, um grupo de peritos independentes convocado pela FAO.
Segundo a imprensa, até agora, não há consenso global sobre a segurança do aditivo — alguns países proíbem o seu uso. A Comissão não trata da autorização de utilização de medicamentos veterinários em animais produtores de alimentos, mas estabelece níveis máximos de resíduos de tais drogas em alimentos.
Como programa conjunto das duas agências, a Comissão Codex Alimentarius estabelece padrões de segurança e qualidade alimentar internacional para promover uma alimentação mais saudável para os consumidores pelo mundo. Cerca de 600 delegados representando os Estados-Membros e a União Europeia, bem como um grande número de organizações intergovernamentais e não governamentais, participam da última sessão da Comissão, que conclui sua reunião no sábado.