OMS emite orientação oficial para simplificar tratamento de hepatite B

A dificuldade de acesso da maioria das pessoas a este remédios dificulta o tratamento. Um dos problemas se encontra na falta de instruções claras sobre quem deve ser medicado e quais medicamentos devem ser utilizados.

A OMS emitiu sua primeira orientação para o tratamento da hepatite crônica B. Foto: OMS/G. Hampton

A OMS emitiu sua primeira orientação para o tratamento da hepatite crônica B. Foto: OMS/G. Hampton

Com 650.000 mortes causadas pela hepatite B a cada ano, e com até 240 milhões de pessoas em todo o mundo infectadas pela estirpe crônica do vírus, a Organização Mundial da Saúde emitiu nesta quinta-feira (12) a sua primeira orientação oficial para o tratamento da doença. A hepatite B é transmitida através do sangue e fluidos corporais, ataca o fígado e aumenta o risco de morte por cirrose e câncer de fígado.

Existem medicamentos eficazes para impedir que a doença se desenvolva. No entanto, a dificuldade de acesso da maioria das pessoas a este remédios dificulta o tratamento. Um dos problemas se encontra na falta de instruções claras sobre quem deve ser medicado e quais medicamentos devem ser utilizados. As diretrizes para prevenção da OMS estabelecem passos simples. Com foco no cuidados e tratamento de pessoas que vivem com a infecção da hepatite B crônica, estabelece uma abordagem simplificada para cuidar de quem vive com a doença, particularmente em locais com recursos limitados.

“Decidir quem precisa de tratamento para a hepatite B depende de uma série de fatores”, diz o líder do Programa Mundial de Hepatite da OMS, Stefan Wiktor. “Estas novas orientações, que recomendam tratamentos que dependem de exames simples e baratos, vão ajudar os médicos a tomarem as decisões certas”.

Vários países estão começando a desenvolver programas de tratamento contra a hepatite B. O documento recém-lançado também fornece orientações sobre como organizar os serviços de cuidados de hepatite e de tratamento. E recomenda dois remédios – tenofir e entecavir – , que em muitos países já são vendidos como genéricos, como forma de baixo risco e barata para aumentar a resistência e prolongar vidas.