Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no sábado (13) que está enviando uma equipe técnica para a República Democrática do Congo para conter o surto de ebola em curso em Likati. De acordo com a agência da ONU, pelo menos três pessoas morreram e outras oito foram diagnosticadas com a doença na região congolesa que faz fronteira com a República Centro-Africana.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no sábado (13) que está enviando uma equipe técnica para a República Democrática do Congo para conter o surto de ebola em curso na região de Likati.
De acordo com a agência da ONU, pelo menos três pessoas morreram e outras oito foram diagnosticadas com a doença na localidade congolesa que faz fronteira com a República Centro-Africana.
O diretor do Escritório Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, visitou a capital Kinshasa para discutir com autoridades locais e parceiros maneiras de montar uma resposta rápida, eficaz e coerente para responder à situação.
“Peço que todos os envolvidos trabalhem em parceria com as autoridades de saúde e tomem as medidas preventivas necessárias para se proteger do surto”, disse Moeti, observando que a OMS está pronta para fornecer o conhecimento técnico e a liderança necessários para a situação.
“A zona de saúde está situada na parte norte do país, que é isolada, de difícil acesso e com redes de transporte e comunicação limitadas – fatores que impediram a transmissão de informações sobre o surto suspeito”, acrescentou a OMS em comunicado à imprensa.

Integrante da equipe de experimentação da vacina contra o ebola em um laboratório no Hospital Donka, localizado em Conacri, capital da Guiné. Foto: OMS/S. Hawkey
A agência da ONU observou ainda que a extensão total do surto de 2017 ainda não está clara. No entanto, investigações mais aprofundadas e avaliações de risco estão sendo conduzidas.
A Rede Mundial de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), por sua vez, foi ativada para fornecer suporte adicional, se necessário. Além disso, o reforço da vigilância epidemiológica, do rastreamento de contatos, gerenciamento de casos e engajamento da comunidade estão em andamento.
Entre 2014 e 2015, um surto de ebola provocou a morte de cerca de 11,3 mil pessoas na África Ocidental. Os países mais afastados foram a Guiné, a Serra Leoa e a Libéria.