OMS: gripe aviária H7N9 infectou 460 pessoas na China durante 5º surto da doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta-feira (1) que o risco de transmissão prolongada entre humanos do vírus H7N9 — responsável por um subtipo da gripe aviária — permanece baixo. De outubro de 2016 até o momento, a China confirmou 460 casos da infecção, número equivalente a mais de um terço do total de ocorrências registrado desde o primeiro surto dessa gripe, em 2013.

Gripe aviária chegou ao seu quinto surto em 2016. Foto: FAO

Gripe aviária chegou ao seu quinto surto em 2016. Foto: FAO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta-feira (1) que o risco de transmissão prolongada entre humanos do vírus H7N9 — responsável por um subtipo da gripe aviária — permanece baixo. De outubro de 2016 até o momento, a China confirmou 460 casos da infecção, número equivalente a mais de um terço do total de ocorrências registrado desde o primeiro surto dessa gripe, em 2013.

Em coletiva de imprensa na sede da agência da ONU, em Genebra, a chefe do Programa Global de Influenza da OMS, Wenqing Zhang, explicou que embora o número de casos mais recente seja maior que o de surtos anteriores, as características epidemiológicas das últimas infecções, como letalidade e histórico de exposição, são semelhantes às das ondas anteriores.

“No entanto, a natureza de todos os vírus da influenza é sofrer mutações constantemente e, por isso, acompanhamos os desenvolvimentos tão de perto”, disse a especialista.

Atualmente, o H7N9 está provocando seu quinto surto de infecções. Em torno de 7% dos casos humanos desta onda da doença, foram identificados marcadores genéticos associados à resistência aos inibidores de neuraminidase. Esses inibidores são uma categoria de antivirais, incluindo o Oseltamivir, para o tratamento de infecções por influenza. A taxa é semelhante à das epidemias anteriores.

“O conselho de prevenção da OMS permanece o mesmo: evitar, se possível, explorações avícolas, contato com animais em mercados de aves vivas, entrar em áreas onde aves podem ser abatidas ou contato com superfícies que parecem estar contaminadas com fezes de aves domésticas ou outros animais”, afirmou Zhang.

“Siga as boas práticas de higiene das mãos e de segurança alimentar: lave as mãos frequentemente com sabão e água, cubra a boca e o nariz quando tossir ou espirrar e cozinhe os alimentos cuidadosamente”, acrescentou.

A representante da OMS apontou ainda que, até o momento, apenas os vírus H7N9, H5N1 e H5N6 já causaram infecções humanas, embora agentes patogênicos de outras seis famílias (2, 3, 5, 6, 8 e 9) continuem se espalhando entre a população aviária.

Desde 2003, com a emergência da influenza aviária altamente patogênica H5N1, a agência da ONU tem fornecido atualizações sobre a situação da pandemia, avaliações de risco e recomendações de gestão de risco para os Estados-membros.

Confira a declaração na íntegra da representante da OMS clicando aqui.