Não houve novos casos de infecção com o ‘novo coronavírus’ desde que foram relatados os de 22 de setembro, informou a Organização Mundial da Saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ontem (10) que há não “qualquer evidência” de transmissão de humano para humano de um novo vírus que pode causar infecção respiratória aguda e insuficiência renal, e cuja descoberta em um segundo paciente nos último meses impulsionou a agência a emitir um alerta global.
“Não houve novos casos de infecção com o ‘novo coronavírus’ desde que foram relatados os de 22 de setembro”, disse a OMS em um comunicado, citando que as autoridades de saúde no Reino Unido confirmaram que o vírus havia infectado um homem de 49 anos de idade, do Catar, que recentemente entrou na Arábia Saudita, onde um homem de 60 anos de idade, com o mesmo vírus, morreu no início deste ano.
“Até agora, depois de um acompanhamento cuidadoso de contatos próximos dos dois casos confirmados, e um estado elevado de vigilância global, não há nenhuma evidência de transmissão de humano para humano do vírus”, acrescentou a OMS.
Segundo a OMS, os governos da Arábia Saudita, Catar e Reino Unido continuam seu trabalho para “obter uma melhor compreensão da doença e da provável fonte de infecção”. A OMS está apoiando as autoridades nacionais nas respectivas investigações, e enviou especialistas para a Arábia Saudita e Catar como parte de uma equipe internacional.
A agência sediada em Genebra emitiu o alerta um dia após a confirmação do vírus no homem do Catar, que apresentou sintomas em 3 de setembro — poucos dias depois de visitar a Arábia Saudita. Ele entrou em uma unidade de terapia intensiva na capital do Catar, Doha, em 7 de setembro, e foi levado de ambulância aérea, quatro dias depois para o Reino Unido, onde a Agência de Proteção à Saúde (HPA) realizou testes de laboratório e confirmou a presença do novo coronavírus, disse a OMS.