OMS pede acesso irrestrito e alerta para situação crítica de 3,3 milhões de iemenitas sitiados

País vive em conflito há mais de um ano. Na cidade de Taiz, terceira maior do Iêmen, milhões de homens, mulheres e crianças precisam de assistência humanitária vital para poder sobreviver.

Uma menina empurra duas crianças mais novas em um carrinho de mão com várias garrafas de água em Saná, capital do Iêmen. Foto: UNICEF / Mohamed Yasin

Uma menina empurra duas crianças mais novas em um carrinho de mão com várias garrafas de água em Saná, capital do Iêmen. Foto: UNICEF / Mohamed Yasin

De acordo com o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Iêmen, Ahmed Shadoul, mais de 3,3 milhões de pessoas na cidade de Taiz, no Iêmen, precisam de assistência médica, água potável, alimento e combustível. O representante da ONU pediu na quarta-feira (21) aos combatentes que permitam o acesso de equipes da agência da ONU à cidade, que está em “situação alarmante”.

A OMS chamou a atenção para o aumento das necessidades humanitárias e de saúde na cidade, que já sofre com o conflito no Iêmen há mais de um ano. Falta de combustível e remédios levaram muitas unidades de saúde a fecharem em Taiz, aumentando o risco de vida dos habitantes locais.

“Existe muito mais que podemos fazer para as pessoas de Taiz, mas precisamos de acesso irrestrito para alcançar essas pessoas e financiamento adicional para nos permitir dar essa resposta”, acrescentou Shadoul.